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Senadores do RN divergem sobre retirada da maioridade penal de PEC

Rogério Marinho e Styvenson Valentim votaram contra a separação; Zenaide Maia foi favorável

Por Redação Os Três Poderes ·

Senadores do RN divergem sobre retirada da maioridade penal de PEC

Em 3 de novembro, o Senado decidiu votar separadamente as emendas relacionadas à redução da maioridade penal. Na mesma sessão, a PEC da Segurança Pública foi aprovada em dois turnos e será encaminhada para promulgação pelo Congresso Nacional. Na análise dos requerimentos, os senadores do Rio Grande do Norte adotaram posições diferentes: Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (Podemos) foram contrários, enquanto Zenaide Maia (PSD) apoiou a separação.

A proposta de tramitação independente recebeu 38 votos favoráveis e 36 contrários. Com a decisão, duas emendas que modificavam a idade atual de responsabilização penal, estabelecida em 18 anos, foram retiradas do texto principal da PEC.

Uma das sugestões, apresentada por Rogério Marinho, estabelecia 16 anos como idade geral para responsabilização e 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e envolvimento com organizações criminosas. A segunda proposta, apresentada pelo senador Camilo Santana (PT-CE), previa a redução para 16 anos exclusivamente quando houvesse crime hediondo.

Rogério Carvalho (PT-SE), relator da PEC, apoiou a votação separada. Para o senador, a alteração da maioridade penal precisava ser debatida em um texto próprio e não estava incluída no foco principal da proposta voltada à segurança pública.

Após a decisão sobre os requerimentos, a PEC da Segurança Pública passou pelo primeiro turno com 73 votos favoráveis e nenhum contrário. No segundo turno, foram 75 votos a zero. O texto amplia a articulação entre as instituições de segurança, estabelece ações conjuntas de União, estados e municípios e reforça o enfrentamento ao crime organizado.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), declarou que pretendia acelerar a apreciação das novas PECs. Eduardo Braga (AM), líder do MDB, propôs a criação de um cronograma específico para a votação das matérias.

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