Senado vai analisar projeto que reajusta teto do MEI e perdoa dívidas
Texto aprovado na Câmara eleva limite a R$ 140 mil em 2028, permite até dois empregados e prevê remissão de débitos até 13 de outubro de 2026
Por Redação Os Três Poderes ·

Chegou ao Senado o PLP 186/2026, que altera regras do Microempreendedor Individual (MEI). O texto, aprovado pela Câmara dos Deputados em 14 de outubro, eleva gradualmente o limite de faturamento, prevê perdão de dívidas e amplia a possibilidade de contratação de empregados.
Principais pontos do texto
Segundo o projeto relatado na Câmara, o limite anual de receita bruta do MEI, hoje em R$ 81 mil, passará para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028. Para início de atividades, o teto mensal previsto é de R$ 9.166,67 em 2027 e R$ 11.666,67 em 2028. O substitutivo também incorpora o PLP 267/2026 e altera a Lei Complementar 123/2006.
Perdão de dívidas e condições
O texto prevê o perdão integral de débitos de responsabilidade de MEIs, inscritos ou não na Dívida Ativa da União, até 13 de outubro de 2026. De acordo com o Poder Executivo, o impacto orçamentário estimado com a medida é de R$ 3 bilhões ao longo de três anos.
Para manter o benefício, o microempreendedor deverá pagar em dia as contribuições que vencerem nos seis meses subsequentes à entrada em vigor da lei complementar. O perdão exige requerimento do interessado, desistência de ações judiciais relacionadas aos débitos e renúncia aos pedidos formulados. Com a extinção do processo, o MEI ficará dispensado do pagamento de honorários advocatícios. Caso a condição de adimplência não seja cumprida, a remissão poderá ser cancelada.
Emprego e contratação
O projeto amplia de um para até dois o número de empregados para atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no âmbito rural. Os vínculos deverão ter remuneração limitada a um salário mínimo ou ao piso da categoria. Em caso de afastamento legal de empregados, o MEI poderá contratar substitutos em igual número, inclusive por prazo determinado.
Contexto e impacto no RN
O regime do MEI busca formalizar pequenos negócios e simplificar a tributação. As mudanças propostas — teto maior, possibilidade de dois empregados e tratamento dos débitos — tendem a ampliar a capacidade de operação de pequenos empreendimentos. No Rio Grande do Norte e em Natal, a elevação do limite de faturamento e a possibilidade de ampliar equipes podem favorecer a formalização e a geração de renda entre microempreendedores locais.
Próximos passos
O projeto será analisado pelo Senado. A tramitação costuma envolver discussão em comissões e, posteriormente, deliberação em plenário, podendo haver ajustes no texto.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.
Leia também
Legislativo Senado aprova reajuste do teto do MEI; projeto vai à sanção
Limite anual sobe para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028; texto prevê perdão de dívidas e contratação de dois funcionários
Legislativo Senado aprova MP que torna Enamed obrigatório para registro médico
Exame terá três etapas na graduação; exigência vale para quem ingressar a partir de 19 de junho de 2026; texto segue à sanção
Legislativo Congresso promulga na sexta PECs do 6x1 e de agentes de saúde
Sessão solene será às 9h; Davi Alcolumbre retirou da pauta desta quinta a PEC 18/2025, de segurança pública