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TSE dá 12h à Meta para detalhar alcance de perfis e fixa multa

Corregedor Ricardo Villas Bôas Cueva cobra métricas de distribuição; atraso poderá custar R$ 100 mil por hora

Por Redação Os Três Poderes ·

Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva
Ministro Ricardo Villas Bôas Cueva

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, deu nesta quinta-feira (22.out.2026) prazo de 12 horas para que a Meta apresente ao Tribunal Superior Eleitoral dados sobre a distribuição e o alcance de conteúdos políticos de perfis citados em ação que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e Pablo Marçal. Em caso de descumprimento, foi fixada multa de R$ 100 mil por hora.

O que foi determinado

Segundo a decisão, a Meta, controladora do Facebook e do Instagram, deverá informar a origem das visualizações das publicações, indicando a proporção vinda de seguidores e de não seguidores, e esclarecer as chamadas superfícies de distribuição dos conteúdos. O ministro registrou que a empresa deixou de entregar dados quantitativos solicitados em 19 de outubro, alegando necessidade de procedimentos adicionais de extração e validação.

Cueva afirmou que a proximidade do segundo turno das eleições, marcado para domingo (25.out.2026), torna injustificável postergar a entrega das informações.

Dados do X citados na decisão

Na mesma decisão, o ministro mencionou informações encaminhadas pelo X, que apontaram alteração na distribuição de conteúdos do perfil de Nikolas após a retirada de um filtro de não recomendação. De acordo com o relato, a participação de seguidores nas impressões variou de patamares entre 80% e 91% para faixas entre 28% e 41%, indicando aumento da visualização por quem não seguia o perfil.

“A expressiva alteração desses percentuais evidencia a influência dos mecanismos de recomendação sobre a circulação dos conteúdos e reforça a necessidade de esclarecimentos técnicos acerca das métricas de distribuição e do alcance das publicações nas plataformas investigadas”, afirmou o ministro.

Contexto da ação

Os dados pedidos pelo TSE irão subsidiar a análise de ação apresentada pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A petição pede que os perfis de Nikolas e de Pablo Marçal deixem de ser recomendados para usuários que não os seguem. Ainda segundo a ação, Flávio Bolsonaro, seu candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar (PL), Nikolas e Marçal teriam cometido abuso de poder econômico e político e uso indevido dos meios de comunicação social.

O que pode impactar no RN

Decisões sobre recomendação e alcance de conteúdos em plataformas podem influenciar a visibilidade de mensagens eleitorais na reta final do pleito. Para o eleitorado do Rio Grande do Norte e de Natal, mudanças nos mecanismos de distribuição podem alterar o fluxo de informações políticas visto nas redes sociais.

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