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TJRN dá posse a Henrique Baltazar como desembargador após decisão do CNJ

Conselho anulou a rejeição por antiguidade e determinou a promoção; solenidade ocorreu no plenário em Natal

Por Redação Os Três Poderes ·

Henrique Baltazar durante solenidade de posse como desembargador do TJRN
Henrique Baltazar durante solenidade de posse como desembargador do TJRN

Henrique Baltazar Vilar dos Santos tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte na tarde de quarta-feira 28, no plenário da Corte, em Natal, após o Conselho Nacional de Justiça anular, em 20 de outubro, a votação do Pleno que havia rejeitado sua promoção por antiguidade e determinar sua nomeação em 48 horas.

Segundo o TJRN, com a chegada do magistrado a Corte volta a ter 15 desembargadores. A posse administrativa já havia ocorrido em 22 de outubro, no gabinete da Presidência.

Como foi a disputa pela vaga

A vaga surgiu com a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro, em outubro de 2025. O tribunal abriu o edital em novembro do mesmo ano pelo critério de antiguidade, e Baltazar liderou a lista, à frente de Alceu José Cicco e Maria Neize de Andrade Fernandes. O processo, porém, entrou em impasse administrativo.

Em 17 de junho de 2026, o Pleno iniciou a análise e suspendeu o julgamento após a apresentação de um novo procedimento no mesmo dia. A sessão foi retomada em 1º de julho e, após mais de dez horas de discussão, a promoção foi rejeitada por dez votos a quatro. A maioria apontou supostos descumprimentos de decisões da Câmara Criminal, atrasos na prestação de informações judiciais e alegado descumprimento de um Termo de Ajustamento de Conduta.

O que decidiu o CNJ

Em 20 de outubro, o CNJ anulou, por unanimidade, a votação de julho e também tornou sem efeito a escolha do segundo da lista. A relatora, conselheira Jaceguara Dantas, identificou falhas no procedimento, como o uso de acusações apresentadas na véspera ou durante a sessão, sem tempo adequado para defesa escrita.

O Conselho considerou ainda que parte dos atrasos atribuídos a Baltazar decorreu de problemas técnicos e operacionais do próprio Judiciário estadual e concluiu que as circunstâncias não justificavam recusar a promoção por antiguidade. O CNJ manteve a possibilidade de recusa quando houver punição disciplinar igual ou superior à censura aplicada nos 12 meses anteriores.

Com a decisão, foi publicada a Portaria nº 1.530, assinada pelo presidente do TJRN, desembargador Ibanez Monteiro, e a posse administrativa ocorreu no dia 22.

Posse pública e discurso

A cerimônia no plenário formalizou a apresentação de Baltazar aos demais integrantes do tribunal, com participação de familiares no ato de vestir a toga. No discurso, o magistrado ressaltou a responsabilidade do cargo e a necessidade de imparcialidade na interpretação das leis.

“Uma nova etapa da minha vida se inicia e chego aqui rogando ao grande arquiteto do universo que mantenha sempre em mim a lembrança de que a toga não confere infalibilidade, mas sim, confere responsabilidade”.

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