STF mantém prisão de Fabiano Zettel e envia pedidos à PGR
Complexo penitenciário terá até 8 de novembro para informar condições de saúde de Henrique Vorcaro
Por Redação Os Três Poderes ·

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manteve em 5 de novembro de 2026, no STF, a prisão preventiva de Fabiano Zettel e encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedidos de liberdade de investigados no caso Master. O Complexo Penitenciário Nelson Hungria terá até 8 de novembro para informar sobre a saúde de Henrique Vorcaro.
Entre os pedidos que deverão ser analisados pela PGR estão os de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, Henrique Vorcaro, pai dele, Felipe Vorcaro, primo de Daniel, Paulo Henrique Costa, ex-diretor do Banco de Brasília (BRB), e Daniel Monteiro, ex-assessor jurídico de Vorcaro.
Também foram incluídos Victor Lima Sedlmaier, apontado nas investigações como integrante da chamada “Turma”, e Marilson Roseno da Silva, policial aposentado que atuaria no grupo de inteligência. A PGR deverá ainda avaliar a manutenção de medidas cautelares impostas a Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária do Banco Central, e Ana Claudia Queiroz de Paiva, sócia de uma empresa que teria realizado transferências financeiras ligadas ao grupo investigado.
Fachin manteve a tornozeleira eletrônica de Leonardo Augusto Furtado Palhares, sócio de uma empresa ligada a Vorcaro. Segundo a decisão, as medidas cautelares continuam consideradas adequadas, necessárias e suficientes para a instrução criminal. Eventuais autorizações para deslocamentos deverão ser avaliadas individualmente.
Sobre Henrique Vorcaro, o complexo penitenciário deverá informar se os medicamentos prescritos estão sendo fornecidos e quais providências foram adotadas para exames e tratamentos. Depois de receber os dados, Fachin ouvirá a PGR. A defesa pediu a revogação da prisão preventiva ou a conversão em prisão domiciliar.
Henrique Vorcaro está preso desde 14 de maio de 2026 sob suspeita de integrar um suposto núcleo de coerção e intimidação relacionado ao caso Master. O pedido da defesa incluiu relatório médico de 28 de outubro, que registra episódios recorrentes de diverticulite aguda, internações e indicação de cirurgia no cólon. Ele está detido há mais de 170 dias.
Em 28 de outubro, Daniel Vorcaro e outras 14 pessoas foram indiciados no inquérito que apura possíveis esquemas relacionados ao Banco Master e ao BRB. Daniel Vorcaro havia prestado depoimento à Polícia Federal em 15 de outubro de 2026.
A PF também ouviu Zettel por videoconferência na tarde de 5 de novembro, em depoimento de cerca de 50 minutos. Ele afirmou que fazia pagamentos sem questionar e reclamou de estar preso havia nove meses. Zettel foi detido quando tentava embarcar para Dubai em um avião particular.
Fachin passou a analisar pedidos urgentes ligados à Operação Compliance Zero depois que, em 12 de setembro, os processos centrais do caso Master foram encaminhados à Presidência do STF e ficaram paralisados. Na semana anterior, após manifestação da PGR, o ministro havia indicado que pedidos apresentados pelas defesas e pela PF, como prorrogações, seriam anulados. Nesta quinta-feira, ele examinou os casos que já tinham manifestação da Procuradoria e manteve a prisão de Zettel, apontado nas investigações como operador financeiro de Vorcaro.
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