Mendonça barra peça da campanha de Lula que associava Flávio Bolsonaro a milícias
Despacho de quinta-feira (15) cita falta de provas e determina a suspensão imediata da propaganda
Por Redação Os Três Poderes ·

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), suspendeu, na quinta-feira (15), a veiculação de uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que associava o senador Flávio Bolsonaro (PL) a milícias. Na decisão, o ministro apontou falta de provas que sustentassem a acusação e determinou a retirada imediata da peça do ar.
O que foi decidido
De acordo com o despacho, a suspensão se baseia nas regras que regem a propaganda eleitoral e na proteção aos direitos à imagem e à honra. A decisão registra que não foram apresentados elementos suficientes para respaldar ao público o vínculo sugerido na peça publicitária.
Próximos passos
A medida tem efeito imediato sobre a propaganda específica e pode ser submetida a análise do colegiado do TSE, que poderá manter, modificar ou revogar a decisão monocrática.
Contexto
O TSE fiscaliza a propaganda eleitoral e pode impedir conteúdos que apresentem acusações sem comprovação. Em períodos de campanha, a Corte busca equilibrar a liberdade de expressão com a prevenção a alegações potencialmente difamatórias ou sem lastro probatório.
O que muda para o RN
Decisões desse tipo orientam campanhas em todo o país. Partidos e candidaturas no Rio Grande do Norte precisam observar as mesmas regras de propaganda, evitando acusações não amparadas por elementos verificáveis para não sofrerem sanções semelhantes.
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