Gilmar Mendes questiona condução do TSE nas eleições de 2026
Ministro do STF disse que o colegiado assegurou o cumprimento das regras democráticas, mas criticou silêncios na condução do tribunal
Por Redação Os Três Poderes ·

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou, na noite de 2 de novembro de 2026, em seu perfil no X, a condução do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições realizadas no Brasil. Ele afirmou que o colegiado do TSE garantiu o cumprimento das regras democráticas, mas disse que a institucionalidade não deveria precisar ser resgatada a cada eleição.
Gilmar declarou que quem dirige o órgão responsável pelo pleito deve atuar como árbitro equidistante. Sem citar o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou que “silêncios e hesitações não são neutros” e que a falta de manifestações pode abrir espaço para decisões contraditórias.
Na avaliação do ministro, esse tipo de omissão também pode fazer com que outras instâncias assumam, pelas vias próprias, decisões que poderiam ter sido tomadas desde o início. Ele disse ainda que a solidez do processo eleitoral não pode depender apenas da força do colegiado.
Entre os episódios mencionados está a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, em 25 de outubro de 2026, data do segundo turno, de estender a votação até as 19h em todos os Estados. A medida atendeu a um pedido apresentado pela coligação do candidato petista, que havia recorrido ao TSE antes de levar a solicitação ao Supremo.
Depois da decisão, Kassio Nunes Marques orientou que as seções eleitorais ainda abertas permanecessem em funcionamento até as 19h, no horário de Brasília, para cumprir a determinação judicial.
Em 28 de outubro, após o senador e candidato derrotado Flávio Bolsonaro deixar o país e divulgar uma carta na qual se apresentava como “líder do Brasil”, o presidente do TSE declarou que o eleitorado havia escolhido legitimamente seus representantes. Kassio também afirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade e que as providências adotadas, somadas ao trabalho dos técnicos do tribunal, permitiram avançar na apuração com segurança.
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