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Dólar fecha a R$ 5,087 e Bolsa cai 1,06% com cautela eleitoral e PPI

Investidores também repercutem aprovação do fim da escala 6x1 no Senado; UBS melhora visão para ações brasileiras

Por Redação Os Três Poderes ·

Dólar fecha a R$ 5,087 e Bolsa cai 1,06% com cautela eleitoral e PPI

O dólar comercial subiu 1,17% e fechou a R$ 5,087, enquanto o Ibovespa caiu 1,06%, a 204.324 pontos, nesta quinta-feira (15.out.2026), segundo dados da B3 e do mercado de câmbio. A moeda norte-americana marcou máxima de R$ 5,099 e mínima de R$ 5,037 ao longo do dia.

Fatores no radar

De acordo com participantes do mercado, os investidores seguem atentos às pesquisas eleitorais divulgadas nos últimos dias e à aprovação, pelo Senado, do fim da escala 6x1, tema que pode afetar custos empresariais e resultados.

"A mudança causa preocupação com o aumento dos custos das empresas e os possíveis efeitos sobre a inflação e os resultados corporativos", disse Lucas Xavier, chefe da mesa de renda variável e sócio da AW Capital.

O UBS Global Wealth Management elevou a recomendação para ações brasileiras de neutra para atrativa e estima potencial adicional de valorização para o Ibovespa, condicionado à redução do prêmio de risco e à apresentação de um plano fiscal consistente pelo próximo governo.

Dados dos EUA e bolsas americanas

Nos Estados Unidos, o Índice de Preços ao Produtor (PPI) avançou 1,3% em setembro na comparação mensal e 6,3% em 12 meses, acima das expectativas, o que aumenta as dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve. Segundo Xavier, os juros norte-americanos seguem no radar por poderem atrair recursos para ativos dos EUA e reduzir o fluxo a emergentes.

As bolsas de Nova York fecharam em alta: Dow Jones a 52.177,81 pontos (+1,08%), S&P 500 a 7.744,81 pontos (+0,34%) e Nasdaq a 26.713,03 pontos (+0,08%).

O que pode mudar para o RN

Movimentos no câmbio e na Bolsa têm efeitos indiretos na economia potiguar. A valorização do dólar tende a encarecer insumos importados usados por empresas locais e pode pressionar preços ao consumidor. Já exportadores podem ganhar competitividade com a moeda mais cara, dependendo do perfil de custos de cada setor.

Com maior cautela nos mercados, a volatilidade pode reduzir o apetite por risco e afetar captações e investimentos produtivos, com reflexos sobre projetos e empresas no Rio Grande do Norte.

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