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Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Vice-governador de SP diz que vitória de Lula é incontestável após questionamentos do adversário

Felicio Ramuth afirmou confiar no processo eleitoral enquanto a campanha de Flávio Bolsonaro muda a estratégia jurídica

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto de Felicio Ramuth, vice-governador de São Paulo (MDB)
Felicio Ramuth, vice-governador de São Paulo (MDB), em foto de arquivo Foto: Governo do Estado de São Paulo/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (MDB), afirmou nesta segunda-feira (26.out.2026) que a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é incontestável e que confia plenamente no processo eleitoral brasileiro, após declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) colocando em dúvida o resultado da disputa presidencial.

Declarações e reação do PL

Em publicação nas redes sociais, Ramuth disse: "Confio plenamente no processo eleitoral brasileiro. Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas". Ele ainda criticou o Partido Liberal por ter questionado o resultado: "Causou estranheza o próprio PL ter solicitado a prorrogação da votação, ainda que em locais específicos. Além disso, o total de votos registrados após as 17 horas em todo o país foi insignificante diante da diferença entre os candidatos".

Ramuth acrescentou que, se havia dúvida sobre a prorrogação do horário de votação, o mais coerente seria tê-la questionado antes da apuração e não apenas após a confirmação do resultado.

Posição de Flávio Bolsonaro e nova estratégia jurídica

Após a divulgação do resultado, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que seria "impossível reconhecer" a votação e anunciou inicialmente que pediria a anulação do pleito. Posteriormente, a assessoria da campanha confirmou que o pedido de anulação não terá continuidade por ora e que a equipe pretende apresentar uma ação de investigação judicial eleitoral para alegar abusos de poder político e econômico da campanha adversária.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio disse que pedirá a cassação da chapa de Lula, alegando uso indevido da máquina pública e disseminação de informações falsas durante a disputa: "Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo", declarou o senador.

Dados oficiais e posição das siglas

O Tribunal Superior Eleitoral informou que apenas 34.330 votos foram registrados depois das 17h do domingo (25.out), enquanto Lula venceu Flávio por uma diferença de 4.430.191 votos. O senador também questionou decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de prorrogar o horário de votação até as 19h; a campanha de Flávio havia pedido a prorrogação em locais específicos. O Tribunal Superior Eleitoral negou que fiscais do PL tenham sido retirados da sala-cofre durante a apuração.

Na segunda-feira, o PL divulgou nota reconhecendo a reeleição de Lula, assinada pelo presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, mas afirmou que busca esclarecimentos sobre questionamentos levantados durante o processo eleitoral, citando gastos do governo na reta final da campanha.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda não se manifestou publicamente sobre o resultado das eleições, segundo as informações divulgadas.

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