Saúde, educação e segurança: o que propõem Allyson e Cadu no RN
Planos apresentados trazem metas para filas na saúde, ensino integral, integração policial e contas públicas; votação é neste domingo (25)
Por Redação Os Três Poderes ·

Às vésperas do segundo turno deste domingo (25), os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson e Cadu, apresentam propostas para saúde, educação, segurança pública e contas do Estado no período de 2027 a 2030, conforme programas registrados na Justiça Eleitoral e declarações recentes.
As medidas são compromissos de campanha e podem depender de recursos no orçamento, aprovação da Assembleia Legislativa, parcerias com municípios e apoio do Governo Federal, segundo os planos apresentados.
Saúde
Allyson propõe reduzir filas de consultas, exames e cirurgias eletivas, recuperar hospitais e ampliar a oferta fora de Natal. Entre as ações estão policlínicas regionais, integração da regulação e melhorias em unidades como o Walfredo Gurgel, o Hospital Dr. José Pedro Bezerra (Santa Catarina) e o Hospital Maria Alice Fernandes. O programa defende organizar a rede para atendimento mais próximo da residência do paciente. Os documentos não trazem custo individual nem cronograma completo de cada medida.
Cadu apresenta o programa Saúde na Hora Certa, que combina telemedicina, centrais regionais de diagnóstico e aumento de cirurgias eletivas no interior. Ele propõe elevar a parcela do orçamento estadual destinada à saúde de 12% para uma faixa entre 15% e 16% e relaciona a redução da pressão sobre o Walfredo Gurgel à conclusão do Hospital Metropolitano, em Parnamirim, e ao fortalecimento dos hospitais regionais.
Educação
Ambos defendem ampliar o ensino em tempo integral e oferecer apoio direto aos estudantes, mas com desenhos distintos. Allyson promete fornecer fardamento, mochila, material escolar, tênis e moletom, além de ensino de idiomas, preparação para o Enem e maior aproximação entre escola e formação profissional. O plano inclui o Pix Pai: R$ 200 mensais às famílias, vinculados à frequência e ao desempenho, e bônus de R$ 1.000 pela aprovação ao fim do ano.
Cadu estabelece como meta levar o tempo integral a todas as escolas estaduais e colocar o RN entre os dez melhores resultados do Ideb até 2030. Ele propõe acrescentar R$ 50 mensais ao benefício do programa federal Pé-de-Meia, além de auxílio para fardamento e material, e expansão do ensino técnico ligado a setores como turismo, agricultura, mineração e energias renováveis.
Segurança pública
Os dois candidatos falam em integração das forças estaduais, municipais e federais e em ampliar o uso de tecnologia. Allyson propõe o Cinturão de Segurança do RN, com videomonitoramento, reconhecimento facial, drones, análise de dados e centros de comando, além de convocar aprovados em concursos, reforçar o policiamento nas ruas e ampliar ações voltadas às mulheres, como a Patrulha Maria da Penha.
Cadu promete videomonitoramento em pontos estratégicos dos 167 municípios e defende combinar policiamento ostensivo, inteligência, concursos e convocações conforme a capacidade financeira do Estado. O plano associa a redução da violência a ações preventivas, como a ampliação do ensino em tempo integral e políticas para afastar jovens do recrutamento por organizações criminosas.
Impostos e contas públicas
Ambos afirmam buscar crescimento da arrecadação sem elevar a carga tributária. Allyson defende atrair investimentos, reduzir burocracia e acelerar o licenciamento ambiental, além de fazer uma “radiografia” das contas no início da gestão e adotar um “choque de gestão” para controlar despesas. Entre as medidas tributárias, cita isenção de IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas e critica o aumento da alíquota modal do ICMS de 18% para 20%.
Cadu propõe financiar novos investimentos com a alta da arrecadação e limitar o crescimento das despesas a, no máximo, 80% do aumento da receita. O ex-secretário da Fazenda afirma que pretende enquadrar o Estado em todos os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal até o segundo ano de governo, reconhecendo desafios como o comprometimento da receita com pessoal e o déficit da Previdência estadual.
O que ainda falta e o cenário eleitoral
As duas candidaturas apresentam metas amplas, sem estimativas detalhadas de custo, fonte específica de financiamento ou calendário de execução para todas as ações. A viabilidade dependerá da situação financeira encontrada em janeiro de 2027 e da capacidade de articulação do próximo governo.
Allyson e Cadu chegaram ao segundo turno separados por 15.509 votos: 733.809 (36,94%) e 718.300 (36,16%), respectivamente. A escolha do próximo governador ocorre neste domingo (25).
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