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Deputados do RN expõem posições sobre 2º turno e cobram solução para fila de cirurgias

Sessão teve críticas à gestão estadual, apelo ao voto e relatos sobre espera por procedimentos no SUS

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto: Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte

Na sessão ordinária desta quinta-feira (22), deputados usaram o tempo das lideranças na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte para comentar o segundo turno das eleições e abordar problemas locais, como a situação fiscal do estado e a fila de cirurgias eletivas no SUS.

Segundo turno e cenário político

José Dias (PL) avaliou de forma crítica os governos do PT e defendeu que a resposta da sociedade ocorra nas urnas, e não por violência. Segundo o parlamentar, “as coisas se resolvem no voto consciente, pela mudança”.

Hermano Morais (MDB) pediu respeito às posições divergentes e fez um balanço negativo das finanças públicas do RN. Segundo ele, o estado enfrenta crise fiscal e financeira, com déficit de R$ 3 bilhões no início do ano e atrasos em repasses a municípios e a pensionistas. O deputado é candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União Brasil).

Ubaldo Fernandes (PV) ressaltou a importância do comparecimento às urnas e citou o elevado índice de abstenção no primeiro turno no RN. Sobre o plano federal, avaliou positivamente a gestão do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT), destacando programas sociais, e declarou apoio a Cadu de Lula (PT) para o governo estadual.

Saúde pública e gestão estadual

Luiz Eduardo (PL) manifestou preocupação com a fila de cirurgias eletivas. De acordo com o deputado, dados do portal Regula Cirurgia do RN indicam que mais de 50 mil pacientes aguardam procedimentos no estado. Ele afirmou que há hospitais com salas, equipamentos e equipes disponíveis, mas com dificuldades no encaminhamento de pacientes para unidades com capacidade de atendimento.

O parlamentar disse ainda que a fila única é uma medida relevante para ordenar o acesso com critérios de igualdade, mas avaliou que o problema está no fluxo de encaminhamento dos pacientes aos hospitais aptos a realizar as cirurgias.

Contexto

Os pronunciamentos ocorreram no período que antecede o segundo turno, quando parlamentares costumam usar o tempo de lideranças para apresentar suas posições políticas e pautar temas locais de interesse público, como finanças e saúde.

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