Senadora do RN apoia protocolos para atendimento a vítimas de violência e biometria de recém-nascidos
Zenaide Maia votou favoravelmente a duas propostas na CCJ que tratam de padronização do acolhimento às mulheres e da coleta de dados biométricos ao nascer
Por Redação Os Três Poderes ·

A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) votou a favor do PL 1.985/2026, que cria um Protocolo Nacional Obrigatório de Padronização do Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, e do PL 1.447/2026, que prevê a coleta de impressão digital da parturiente e impressão plantar do recém-nascido no momento do parto. Os votos foram registrados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual a parlamentar é integrante.
A informação sobre os votos ainda não foi confirmada oficialmente por outros canais. Conforme a descrição das propostas, o PL 1.985/2026 estabelece atendimento humanizado, proíbe a culpabilização da vítima e prevê capacitação de profissionais, padronização de procedimentos, indicadores de qualidade e mecanismos de acompanhamento e fiscalização. O projeto seguiu para deliberação na Comissão de Direitos Humanos (CDH).
Já o PL 1.447/2026 tem como objetivo reforçar a segurança da identificação civil, prevenir substituição de recém-nascidos e evitar fraudes e erros de registro. Segundo a proposta, as informações biométricas seriam vinculadas à Declaração de Nascido Vivo (DNV) e submetidas às regras de proteção de dados pessoais previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O texto avançou para votação em turno suplementar na CCJ.
O que é a CCJ e o próximo passo
A Comissão de Constituição e Justiça é o principal colegiado do Senado responsável por analisar a admissibilidade jurídica e constitucional de projetos antes que avancem no rito legislativo. Com a aprovação na CCJ, matérias podem seguir para outras comissões temáticas ou para votação no plenário, dependendo do caso.
Possíveis impactos para o Rio Grande do Norte
Se aprovadas em definitivo, as medidas podem alterar protocolos de atendimento em serviços de saúde e de assistência social no Rio Grande do Norte, exigindo capacitação e padronização em unidades que atendem vítimas de violência doméstica. A obrigatoriedade da coleta biométrica no parto também repercutiria nas maternidades do estado, que teriam de adequar rotinas e sistemas de registro às novas exigências e às normas de proteção de dados.
Em declaração reproduzida pela senadora, Zenaide Maia afirmou que padronizar procedimentos é fundamental para combater crimes, evitar erros e assegurar dignidade às famílias, além de garantir acolhimento humanizado às mulheres. A informação sobre a declaração consta do registro sobre as votações na CCJ.
Fontes oficiais responsáveis pela tramitação dos projetos não foram citadas nas informações recebidas; a verificação formal dos votos e o andamento das propostas dependem dos registros da Secretaria Legislativa do Senado e das próximas deliberações nas comissões competentes.
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