Rogério Marinho deve disputar presidência do Senado pelo PL em 2027
Lançamento da candidatura está previsto para 4 de novembro, enquanto o partido tenta pressionar indecisos antes da votação secreta
Por Redação Os Três Poderes ·
O PL prevê lançar Rogério Marinho (RN) como candidato à presidência do Senado em 4 de novembro de 2026. A eleição está marcada para fevereiro de 2027 e, com a composição completa da Casa, exigirá 41 votos para a vitória.
A estratégia do partido inclui pressionar senadores indecisos a declarar publicamente como pretendem votar, embora a escolha para o comando do Senado seja secreta. O PL começaria a próxima legislatura com 29 senadores e teria o apoio de mais três parlamentares do Novo, formando uma base inicial de 32 votos.
O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, reúne a federação União-PP, o PT, o PSB, o PDT e a Rede, além de MDB e PSD. Essa composição chegaria a 39 senadores, conforme as projeções apresentadas na articulação, dois abaixo do número necessário.
A bancada União-PP, com 11 senadores, está dividida. Tereza Cristina (PP-MS) e o senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) resistem à permanência de Alcolumbre, enquanto Arthur Lira (PP-AL) ainda não declarou apoio. Republicanos, Podemos e PSDB, que somam nove cadeiras, também não escolheram lado. Romário (RJ), sem partido, permanece indefinido.
A pressão sobre os indecisos tem como referência a eleição de 2019, quando Alcolumbre venceu Renan Calheiros (MDB-AL) depois que senadores expuseram seus votos em plenário, e Renan desistiu durante a votação. Rogério Marinho também teria recebido o aval de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC).
A disputa pode ter reflexos na política do Rio Grande do Norte porque o mandato de Marinho será novamente submetido ao eleitorado em 2030. Em 2 de novembro de 2026, uma avaliação atribuída ao entorno do governo eleito apontou que o futuro de Fátima Bezerra (PT) dependeria de quem conseguiria tirar Marinho da disputa. A informação não foi confirmada oficialmente.
Os dois senadores eleitos pelo Rio Grande do Norte em outubro aparecem em posições diferentes: Samanda de Lula (PT) está alinhada a Alcolumbre, enquanto Styvenson Valentim (Podemos) pertence a um partido que ainda não definiu seu apoio.
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