Jornalismo · InstituiçõesOS TRÊS PODERES
Notícias de hoje

CCJ aprova indicação de procurador para chefiar MP de Contas do RN

Carlos Roberto Galvão Barros foi sabatinado em 3 de novembro e ainda precisa ter o nome analisado pelo plenário

Por Redação Os Três Poderes ·

Procurador Carlos Roberto Galvão Barros, indicado ao Ministério Público de Contas do RN, durante sabatina na CCJ da Assembleia Legislativa
Procurador Carlos Roberto Galvão Barros, indicado ao Ministério Público de Contas do RN, durante sabatina na CCJ da Assembleia Legislativa

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovou nesta terça-feira, 3 de novembro, no Rio Grande do Norte, a indicação de Carlos Roberto Galvão Barros para comandar o Ministério Público de Contas no biênio 2027-2028. O nome foi aceito por 4 votos a 1, em votação secreta, e deve ser analisado pelo plenário até quinta-feira, 5 de novembro.

Durante a sabatina, Carlos Roberto defendeu que a fiscalização dos gestores públicos priorize a prevenção e a correção de irregularidades por meio do diálogo, levando em conta as limitações de pessoal, recursos e estrutura técnica enfrentadas por administrações municipais, especialmente as menores.

Entre as ferramentas citadas pelo procurador está o Termo de Ajustamento de Gestão (TAG), que permite buscar soluções consensuais para problemas identificados na administração antes da aplicação de penalidades. Ele também defendeu a independência funcional do Ministério Público de Contas e uma relação institucional aberta ao diálogo com os demais órgãos públicos.

O indicado apontou ainda a fiscalização de políticas públicas e a proteção de direitos fundamentais como prioridades. Nesse trabalho, mencionou inspeções e auditorias sobre acessibilidade, infraestrutura de escolas públicas e qualidade dos serviços de saúde.

A indicação foi feita pela governadora Fátima Bezerra (PT) por meio da Mensagem Governamental nº 20/2026, encaminhada à Assembleia em 22 de outubro. Carlos Roberto integra o Ministério Público de Contas desde abril de 2005, foi procurador-geral entre setembro de 2006 e novembro de 2008, é procurador-geral adjunto desde 2022 e ocupa a função de corregedor desde 2025.

O presidente da CCJ, Francisco do PT, defendeu que erros formais ou técnicos sejam diferenciados de atos intencionais contra a administração pública. Segundo ele, a atuação orientadora não deve impedir a punição de irregularidades cometidas deliberadamente.

Ubaldo Fernandes (PV) afirmou que a burocracia pode dificultar a solução de problemas dos municípios. Eudiane Macedo (PV) destacou a necessidade de ampliar o conhecimento da população sobre o trabalho do Ministério Público de Contas. Coronel Azevedo (PL) relatou ter recebido uma multa por falha documental ocorrida quando atuava na Polícia Militar, em período de registros contábeis manuais; de acordo com o deputado, a penalidade foi reduzida após recurso e paga de forma parcelada.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.
Aparece publicamente com o comentário.
Nunca é exibido.
0 de 1.500 caracteres

Leia também