PT-RN repudia confronto na UFRN e pede apuração imediata
Sigla manifesta solidariedade a estudantes feridos e defende identificação dos responsáveis pelas agressões no Campus Central, em Natal
Por Redação Os Três Poderes ·

O Partido dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte (PT-RN) divulgou, nesta segunda-feira, nota de repúdio aos episódios de violência entre grupos políticos no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal, e cobrou investigação rápida para apontar os autores das agressões. A legenda manifestou solidariedade aos estudantes que se feriram.
O que diz o PT-RN
Segundo o partido, a mobilização chamada “UFRN anti-Lula” teria ocorrido em área sem autorização, com uso de carro de som e música alta próxima a salas de aula, o que, de acordo com a sigla, interrompeu atividades acadêmicas e atrapalhou a rotina de alunos e docentes. A UFRN não havia confirmado essas informações até a publicação.
O PT-RN classificou como agravante o envolvimento de parlamentares no ato e destacou que representantes eleitos precisam cumprir as normas das instituições, preservando a convivência democrática e a segurança da comunidade universitária.
“A divergência política faz parte da democracia. Agressões, intimidações e qualquer forma de violência são inaceitáveis”, declarou o partido.
Relatos e versões
Grupos de direita e de esquerda convocaram suas mobilizações para o mesmo horário e no mesmo ponto, nas proximidades do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV. Imagens e depoimentos publicados em redes sociais registram bate-boca, empurrões e agressões, mas não é possível identificar, pelos vídeos, quem deu início ao confronto.
Estudantes relataram ferimentos: um disse ter quebrado um dente e outro afirmou que seus óculos foram danificados. Em outra versão, participantes apontaram que integrantes do grupo de esquerda teriam tentado barrar o ato, atirado pedras e cocos e furado um boneco inflável usado na manifestação. Até então, as forças de segurança não tinham confirmado as acusações de nenhum dos lados.
Um professor de Serviço Social relatou que, durante a aula, ouviu o tumulto, que ocorreram agressões pontuais e que o número de vigilantes no campus era insuficiente para conter a situação.
Reações políticas e atuação das autoridades
O deputado federal General Girão (PL) acusou a segurança da UFRN de omissão e afirmou que entregará ao reitor um documento sobre a atuação dos agentes. Ele disse não ter organizado o ato, relatou que um manifestante perfurou o boneco inflável e furtou um telefone celular e mencionou arremesso de pedras contra o grupo. Essas alegações não haviam sido confirmadas pelos órgãos responsáveis.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) informou ter recebido, pelo aplicativo Pardal, denúncia de possível propaganda eleitoral irregular relacionada às mobilizações. Segundo o TRE-RN, equipes da Justiça Eleitoral foram ao campus acompanhadas pela Polícia Militar. O juiz Cleanto Pantaleão, da 3ª Zona Eleitoral, declarou que a livre manifestação política é assegurada nas universidades, mas que a fiscalização deve se restringir a irregularidades concretas, sem censura prévia.
A Polícia Militar informou que prestou apoio no local e que, dentro da UFRN, a apuração de ocorrências cabe às instituições federais de segurança pública e à segurança privada do campus. Até a publicação, não havia confirmação oficial de prisões ou registros de ocorrência.
Contexto
Relatos sobre o tumulto no campus circulam com versões divergentes quanto ao início e à gravidade das agressões. O pedido de apuração do PT-RN decorre desse episódio.
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