Cadu de Lula promete 50% de mulheres no secretariado e ensino integral
Candidato associa medidas à proteção das mulheres e anuncia reforço na segurança, obras e metas fiscais
Por Redação Os Três Poderes ·

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) declarou nesta segunda-feira (19) que, caso vença a eleição, metade das secretarias será ocupada por mulheres e que pretende levar o tempo integral a todas as escolas da rede estadual.
Mulheres no primeiro escalão e segurança
Ele afirmou que a formatação do secretariado e a expansão da carga horária escolar integram uma estratégia de proteção às mulheres que envolve segurança pública, educação e trabalho. Cadu ressaltou que hoje o primeiro escalão conta com 18 secretarias.
“A gente vai combater os crimes contra a mulher com firmeza, dando autonomia para as mulheres”, disse ao formalizar o compromisso.
No campo da segurança, prometeu ampliar a Patrulha Maria da Penha, investir em tecnologia, reforçar o policiamento ostensivo e expandir o videomonitoramento para todo o estado.
“A gente vai levar essa política de videomonitoramento para os 167 municípios”, afirmou.
Educação e conciliação trabalho-família
Para o candidato, manter os alunos por mais tempo na escola contribui para que mães consigam conciliar emprego e cuidados com os filhos. Ele não apresentou datas nem detalhou a infraestrutura necessária para universalizar o ensino em tempo integral.
Economia e contas públicas
Na área econômica, Cadu disse querer recompor a capacidade de investimento do Estado sem elevar tributos.
“Nós não vamos aumentar imposto durante o nosso governo”, afirmou. Entre as diretrizes, citou reajustes anuais pelo IPCA e a meta de limitar a evolução da folha salarial a até 80% do crescimento da receita. Segundo ele, a regra está prevista na Lei Complementar Estadual nº 777/2025 e terá aplicação plena a partir de 2027.
“O Estado vai começar a gastar menos do que arrecada”, acrescentou, reiterando o compromisso de manter o pagamento dos salários em dia.
Parcerias e infraestrutura
Para estimular a atividade econômica, mencionou como focos a mineração, as fontes renováveis de energia, a fruticultura e a exploração de petróleo na margem equatorial. Defendeu que o governo ofereça infraestrutura, incentivos e celeridade no licenciamento, preservando as exigências ambientais. Ele disse que essa agenda depende de cooperação com a esfera federal e apontou como prioritárias a duplicação da BR-304 e a implantação do Porto Indústria Verde em Caiçara do Norte. Na qualificação profissional, afirmou que pretende fortalecer a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e conectá-la às vagas geradas por esses setores.
Previdência estadual
Para o sistema previdenciário, o candidato propôs elevar a alíquota patronal dos Poderes e órgãos — como Legislativo, Judiciário e Ministério Público —, adotar a segregação de massas e criar um fundo imobiliário para incrementar a receita. Ele não estipulou prazo para a execução das mudanças.
Saúde regionalizada
Na saúde, apresentou o programa Saúde na Hora Certa, que prevê consultas com especialistas por telemedicina, centrais regionais de diagnóstico e o fortalecimento de hospitais do interior para ampliar cirurgias eletivas. Disse ainda que quer aumentar a aplicação de recursos do patamar atual de 12% para algo entre 15% e 16% do orçamento estadual.
“Nós vamos botar mais dinheiro na saúde”, pontuou. Também citou a construção do Hospital Metropolitano para aliviar a demanda hoje concentrada no Hospital Walfredo Gurgel.
Cenário político e alianças
Cadu reafirmou a sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu sou o candidato do presidente Lula, eu voto em Lula, peço voto para Lula”, declarou, ressaltando que pretende dialogar com diferentes segmentos.
“Claro que eu conto com eleitores que vão votar em Bolsonaro e votar em mim também”, disse.
Ele criticou o adversário Allyson Bezerra (União Brasil), associando-o ao prefeito de Natal, Paulinho Freire (União), e cobrou que assuma posição.
“Ele tem o direito de ter, ele só não tem o direito de enganar o eleitor”, afirmou. O candidato também realçou o apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), e disse prezar pela lealdade nas alianças.
“Eu não largo a mão de ninguém para pegar em outra mão”, declarou. Ao defender sua atuação na gestão estadual, afirmou não ter sido alvo de denúncias por mau uso de recursos.
“Tenho muito orgulho da minha trajetória. É uma trajetória de mãos limpas”, concluiu.
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