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Plano de Flávio Bolsonaro propõe tutoria remunerada entre estudantes

Programa Acolher prevê apoio no ensino fundamental, presencial ou remoto, mas sem detalhar valores, critérios ou supervisão

Por Redação Os Três Poderes ·

Estudantes sentados em carteiras dispostas em círculo numa sala de aula
Estudantes sentados em carteiras dispostas em círculo numa sala de aula

A candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) incluiu no plano de governo o Programa Acolher, que propõe pagar estudantes com bom desempenho para oferecer reforço a colegas com dificuldades no ensino fundamental, em atendimentos presenciais ou remotos, segundo o documento.

A iniciativa integra o capítulo de educação e é apresentada ao lado de diretrizes como priorização do método fônico na alfabetização, formação continuada de professores e gestão por indicadores de resultado e proficiência. O texto não coloca o reforço entre pares como substituto da docência.

Como seria a execução

De acordo com o plano, a proposta aproveita a proximidade entre estudantes para apoio pedagógico. Estão previstas duas modalidades de atendimento: presencial e remoto. O documento associa a medida à ideia de assegurar aprendizagem antes do avanço escolar e menciona repasses vinculados a metas e atenção a regiões com maiores dificuldades.

O plano não detalha a plataforma a ser utilizada nem a forma de organização das sessões de reforço.

Pontos sem detalhamento

As páginas consultadas não informam valor da remuneração, idade dos participantes, critérios completos de seleção, carga horária, nem como ocorreria a supervisão pedagógica e a avaliação do reforço.

Também não há meta anual de escolas participantes, discriminação de orçamento ou definição de responsabilidades entre a União e as redes locais. Assim, não é possível afirmar que alguma escola do Rio Grande do Norte já esteja incluída.

Contexto e possível impacto para o RN

Se vier a ser implementada, a proposta poderia direcionar atenção a localidades com maiores dificuldades de aprendizagem, o que incluiria redes do RN, mas sua efetividade dependeria de regras posteriores sobre financiamento, seleção, supervisão e coordenação entre entes federativos, conforme o próprio plano.

O Programa Acolher é apresentado como compromisso de campanha para 2027 a 2030, não como política em vigor. Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam o segundo turno presidencial em 25 de outubro.

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