Jornalismo · InstituiçõesOS TRÊS PODERES
Notícias de hoje

PF cumpre mandado no RJ em investigação sobre ameaças a deputada

Operação Mahin apura mensagens com ameaças de morte, ataques racistas e divulgação de dados pessoais contra Talíria Petrone e familiares

Por Redação Os Três Poderes ·

PF cumpre mandado no RJ em investigação sobre ameaças a deputada

A Polícia Federal deflagrou em 3 de novembro de 2026, em Teresópolis, no Rio de Janeiro, a Operação Mahin para investigar ameaças, injúria racial, racismo e violência política contra a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). A corporação cumpriu um mandado de busca e apreensão e informou que as diligências continuam para reunir elementos sobre os fatos.

A ordem judicial foi expedida pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal. A PF também identificou um suspeito de enviar as mensagens; ele já havia sido preso em Teresópolis por suspeita de envolvimento em outro crime.

A investigação começou em agosto de 2026, depois do recebimento de mensagens eletrônicas com ameaças de morte e ataques racistas e misóginos dirigidos à deputada e a familiares. O caso também envolve a divulgação não autorizada de dados pessoais.

A operação apura ainda se os mesmos crimes teriam sido praticados contra familiares de Talíria Petrone. A PF busca esclarecer as circunstâncias e aprofundar a investigação sobre as condutas analisadas.

Em nota, a deputada afirmou que está há dez anos na vida pública e que vem recebendo ameaças, incluindo uma relacionada a um suposto plano de morte que teria sido articulado por uma milícia do Rio de Janeiro. Talíria pediu a continuidade das investigações, a identificação dos responsáveis e a responsabilização dos envolvidos.

“Quando ameaças, ataques racistas e episódios de violência política não são devidamente investigados, abre-se espaço para que continuem acontecendo”, afirmou a deputada na nota.

No texto, Talíria também mencionou a execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, em março de 2018. A parlamentar defendeu que ameaças, racismo e violência política não sejam tratados como parte da rotina de quem exerce mandato público.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.
Aparece publicamente com o comentário.
Nunca é exibido.
0 de 1.500 caracteres

Leia também