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PCO diz que apreensão de passaportes de Flávio Bolsonaro é 'perseguição política'

Rui Costa Pimenta criticou decisão de Alexandre de Moraes e afirmou que STF exerce 'ditadura' em publicações nas redes sociais

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto de Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO)
Rui Costa Pimenta, presidente do Partido da Causa Operária (PCO), em foto de arquivo

O presidente do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, declarou nesta terça-feira (27.out.2026) que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes de solicitar a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro é uma “perseguição política”. As críticas foram publicadas na conta oficial do partido e nas postagens pessoais do dirigente na rede X.

Reações e argumentos

Rui Costa Pimenta afirmou que “até um cego vê que trata-se de uma perseguição política” e questionou a medida de apreensão, argumentando que, se a Polícia Federal apreendesse os passaportes de todas as pessoas que tiveram relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, seria necessário “alugar um prédio” para guardá-los. Segundo o presidente do PCO, Flávio Bolsonaro não foi condenado e a ação seria de motivação política.

Em uma das publicações citadas, Rui Costa Pimenta afirmou: “Flávio Bolsonaro não foi condenado de nada disso. É uma questão política e nada mais. Cadê o passaporte do Alexandre de Moraes?”

Alguns comentários do político receberam críticas por supostamente defender o senador. Em resposta, Rui Costa Pimenta disse que estava “defendendo interesses democráticos do povo”.

Decisão judicial e investigação

A ordem para apreensão dos passaportes foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes após solicitação da Polícia Federal. A intimação para entrega dos documentos foi expedida na segunda-feira (26.out.), com prazo de 24 horas, e está vinculada a investigações conduzidas no Supremo.

De acordo com a publicação, Flávio Bolsonaro saiu do Brasil na terça-feira (26.out.), seguindo para a Argentina e, depois, para os Estados Unidos; a informação foi confirmada por aliados do senador, embora ele permanecesse incomunicável.

O senador é investigado em dois inquéritos em tramitação no STF. Um deles, relatado por Alexandre de Moraes, apura possível lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas, com envolvimento do advogado Willer Tomaz. O outro inquérito investiga o financiamento do filme “Dark Horse”.

O que significa a apreensão de passaportes

A apreensão de passaportes é uma medida cautelar utilizada por autoridades investigatórias para restringir a liberdade de locomoção de investigados enquanto tramita uma investigação ou processo. No caso em questão, a medida foi solicitada pela Polícia Federal e autorizada por um ministro do Supremo, o que transformou a ação em assunto de repercussão política e pública.

As críticas de Rui Costa Pimenta acrescentam um tom político às discussões sobre o alcance das medidas judiciais tomadas pelo STF e sobre a relação entre poderes, tema que tem sido objeto de debates públicos desde decisões de ministros em investigações envolvendo parlamentares.

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