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Na reta final, Lula condiciona abertura de seus sigilos a gesto de Flávio Bolsonaro

Presidente diz que abre dados bancários, fiscais e telefônicos — e de pessoas e empresas ligadas a ele — se o adversário também autorizar

Por Redação Os Três Poderes ·

Na reta final, Lula condiciona abertura de seus sigilos a gesto de Flávio Bolsonaro

O presidente Lula (PT) intensificou, na reta final do segundo turno, a pressão por abertura mútua de sigilos e afirmou que divulgará seus dados bancário, fiscal e telefônico — e de pessoas físicas e jurídicas a ele ligadas — caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu adversário, faça o mesmo.

Ao reforçar publicamente o desafio, a investida busca elevar a rejeição do senador nesta fase final da disputa, mantendo o tema da transparência no centro do debate eleitoral.

O que significa abrir sigilos

A abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico pode ocorrer por autorização do próprio titular dos dados ou por decisão judicial. Essa medida permite acesso a extratos e movimentações financeiras, declarações de imposto e registros de ligações, sendo frequentemente usada em disputas políticas como demonstração de transparência.

Contexto eleitoral

Em campanhas, cobranças públicas por divulgação de informações financeiras e fiscais costumam servir para diferenciar condutas e pressionar adversários a adotar o mesmo gesto.

A efetivação da abertura de dados por parte do presidente, nos termos propostos, depende da autorização do senador Flávio Bolsonaro.

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