Marinho vê Flávio como líder da oposição mesmo no exterior e cita María Corina
Senador do RN diz ter tratado do tema com o colega; PF apura possível saída do país e paradeiro não foi confirmado
Por Redação Os Três Poderes ·

O senador Rogério Marinho (PL-RN) declarou nesta terça-feira (27.out.2026), em Brasília, que Flávio Bolsonaro (PL) pode comandar a oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva mesmo estando fora do país. Ele falou após um encontro na sede do PL com Valdemar Costa Neto.
Ao ser questionado sobre atuação remota, Marinho recorreu ao exemplo da venezuelana María Corina Machado.
“A María Corina faz isso há muito tempo”
Conversa sobre liderança e próximos passos
Marinho relatou ter conversado com Flávio na segunda-feira (26.out) sobre a importância de que ele assumisse a liderança da oposição, representando os eleitores do candidato derrotado na eleição presidencial. Segundo o senador, esse contingente somou quase 60 milhões de votos e precisaria de representação nos próximos quatro anos.
“Nós estamos surpresos, porque ontem conversamos sobre a necessidade de que Flávio […] assumisse esse papel de liderança da oposição”
O parlamentar afirmou não ter recebido aviso sobre uma eventual viagem do colega. Disse que o último contato foi por volta das 8h desta terça, quando recebeu mensagem informando que Flávio iria “dar um tempo” e retomaria o diálogo com os aliados depois.
Na segunda-feira, Flávio divulgou um vídeo no qual afirmou que pediria a cassação da chapa de Lula com base em supostos abusos de poder político e econômico na campanha e declarou que lideraria a oposição.
Paradeiro em apuração e referência internacional
A fala de Marinho ocorre em meio à circulação de informações sobre a possível saída de Flávio do Brasil. O paradeiro do senador não foi confirmado oficialmente. A Polícia Federal apura a hipótese de que ele tenha deixado o país; havia decisão judicial que o impedia de sair do território nacional.
Ao mencionar María Corina Machado, apontada como uma das principais lideranças da oposição venezuelana, Marinho destacou que ela manteve atuação política mesmo distante de seu país. A política passou parte de 2026 no exterior e regressou à Venezuela em 25.out.2026, conforme relato da própria liderança citado pelo senador como referência.
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