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Hugo Motta quer votar em 2026 mudança para voto distrital misto

Presidente da Câmara articula discussão para substituir o sistema proporcional nas eleições de deputados e vereadores

Por Redação Os Três Poderes ·

Atualizado

Foto de Hugo Motta, presidente da Câmara (Republicanos-PB)
Hugo Motta, presidente da Câmara (Republicanos-PB), em foto de arquivo Foto: Divulgação/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que pretende pautar ainda em 2026 a discussão e a votação de uma proposta que pode substituir o sistema proporcional pelo voto distrital misto nas eleições para deputados e vereadores, em Brasília. O movimento envolve partidos do bloco conhecido como Centrão e reacendeu a disputa política sobre as regras eleitorais.

Como seria o modelo

O voto distrital misto combina duas lógicas: parte das cadeiras é preenchida por representantes eleitos em distritos uninominais e a outra parte por listas proporcionais dos partidos. Em tese, o objetivo é aproximar parlamentares de eleitores de áreas específicas sem abandonar critérios de representação proporcional.

Tramitação e prazos

Mudanças nas regras eleitorais dependem de aprovação do Congresso. Quando alteram a Constituição, costumam tramitar por Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que exige votação em dois turnos na Câmara e no Senado, com quórum qualificado. Também é usual definir regras de transição e a data de entrada em vigor.

O que pode mudar para o RN

No Rio Grande do Norte e em Natal, a adoção do voto distrital misto pode alterar o desenho dos distritos, estratégias de campanha e a composição das bancadas. O efeito prático dependerá de como forem definidos os limites dos distritos e as regras de transição.

Segundo Hugo Motta, a intenção é levar o tema a debate e votação ainda em 2026, o que impõe calendário apertado para negociações e definição de detalhes do modelo.

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