Flávio Bolsonaro nega ajuda estrangeira para deixar o Brasil
Senador afirma que não revelará como chegou aos Estados Unidos e diz que pretende seguir atuando politicamente no país
Por Redação Os Três Poderes ·

Em 5 de novembro, em Brasília, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que pretende continuar atuando politicamente dos Estados Unidos e negou ter recebido apoio de governos estrangeiros para deixar o Brasil. Ele chegou a Miami em 28 de outubro, depois de passar pela Argentina, mas disse que não revelará como fez a viagem.
“Como cheguei até aqui, levarei isso para o túmulo comigo”, declarou o senador. Flávio afirmou que decidiu sair do país com a mulher e que não avisou previamente os aliados.
Segundo o senador, a viagem foi organizada por ele. “Foi tudo obra minha. Não houve ajuda de absolutamente ninguém, de nenhum governo”, afirmou.
Essa versão diverge de relatos sobre a operação. Um deles aponta que o jato particular usado por Flávio teria sido providenciado por Jason Miller, conselheiro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Também há o relato de que a entrada do senador no país teria sido autorizada diretamente por Trump, com base em informações atribuídas a autoridades norte-americanas.
Outro relato afirma que Santiago Caputo, assessor do presidente da Argentina, Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú durante a passagem de Flávio pela região e teria acompanhado a operação.
Flávio deixou o Brasil após receber uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para entregar os passaportes. A determinação está relacionada a uma investigação que envolve suspeitas de lavagem de dinheiro, e o senador não cumpriu o prazo estabelecido.
O senador disse que decidiu sair na manhã seguinte à derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 25 de outubro, porque acreditava que seria preso caso permanecesse no Brasil. “Eu já sei que o desfecho final será a minha prisão”, declarou.
No dia em que chegou a Miami, Flávio divulgou uma carta na qual se declarou o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Em uma versão posterior, a expressão foi trocada por “líder do Brasil”. Ele afirmou que espera permanecer temporariamente nos Estados Unidos e não descartou disputar outra eleição caso sejam convocadas novas eleições.
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