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Federação de PT, PC do B e PV anuncia aliança com centro para isolar PL na Câmara

Segundo Pedro Uczai, decisão foi unânime na federação; apoio à reeleição de Hugo Motta foi oficializado; PL, Novo e Missão ficam fora do bloco

Por Redação Os Três Poderes ·

Federação de PT, PC do B e PV anuncia aliança com centro para isolar PL na Câmara

A federação formada por PT, PC do B e PV anunciou que pretende compor um bloco com partidos do centro na Câmara dos Deputados para isolar a oposição, com foco no PL. A informação foi dada em entrevista a jornalistas, quando o grupo também oficializou apoio à reeleição do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), segundo o líder do PT na Casa, Pedro Uczai (PT-SC).

De acordo com Uczai, a decisão foi unânime na federação e busca dar estabilidade à agenda do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desenho do bloco, disse ele, exclui PL, Novo e o partido Missão. O Psol ainda não confirmou se participará.

O parlamentar afirmou que a aliança pretende resguardar direitos sociais, a soberania nacional e pautas voltadas para as mulheres, além de evitar retrocessos. Ele defendeu que a composição é compatível com a defesa da democracia e não com posições que classificou como de extrema-direita.

Uczai observou ainda que, apesar da derrota de Flávio Bolsonaro, o PL deverá ter a maior bancada da Câmara em 2027, com 121 deputados federais, o equivalente a cerca de 24% da Casa, conforme os números citados por ele.

Política econômica

Sobre a condução econômica, o líder do PT disse que a federação não discute cortes como forma de ajuste fiscal e defendeu maior participação popular na definição do Orçamento, com a sociedade indicando prioridades para o uso dos recursos públicos.

Contexto

Blocos partidários são arranjos previstos no regimento da Câmara para atuação conjunta de bancadas. Eles influenciam a distribuição de espaços na Mesa Diretora e nas comissões, além de ampliar a capacidade de negociação na pauta de votações.

O que pode impactar o RN

Uma articulação com mais peso no plenário tende a afetar a tramitação de projetos de interesse de Estados e municípios, como propostas ligadas a políticas sociais e ao Orçamento. Mudanças na correlação de forças podem ter reflexos práticos para o Rio Grande do Norte, a depender das matérias levadas ao voto.

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