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Cadu afirma ter projeto próprio e prioriza emprego e investimentos no RN

Petista sustenta avanços da gestão Fátima e apresenta metas para licenciamento, incentivos, ajuste fiscal e educação

Por Redação Os Três Poderes ·

Cadu de Lula sentado em uma poltrona durante entrevista
Cadu de Lula sentado em uma poltrona durante entrevista

O candidato ao governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) declarou nesta quinta-feira (15) que pretende, se eleito, conduzir uma administração com marca própria. As prioridades, segundo ele, serão ampliar a geração de emprego e renda, reforçar a interlocução com a iniciativa privada e recuperar a capacidade de investimento do Estado. Cadu afirmou ainda que manterá os avanços da atual gestão estadual, da qual foi secretário da Fazenda.

Economia e atração de investimentos

Ele apresentou quatro eixos para impulsionar o ambiente de negócios: incentivos tributários, maior eficiência no licenciamento ambiental, infraestrutura e qualificação de trabalhadores. De acordo com o candidato, a modernização das regras de benefícios que originou o Proedi elevou a competitividade do RN na atração de empresas.

Sobre o licenciamento, prometeu acelerar prazos sem afrouxar exigências ambientais e defendeu fortalecer o Idema com equipe técnica e mais autonomia.

“Nós vamos dar mais celeridade ao licenciamento ambiental do nosso estado. Isso é um compromisso nosso. Mas nós não vamos abrir mão dos cuidados com o meio ambiente”

Entre as áreas com maior potencial, mencionou mineração, energias renováveis, fruticultura, pesca e turismo. No campo da infraestrutura, citou a duplicação da BR-304, a conectividade via aeroporto e o Porto-Indústria Verde.

Contas públicas e impostos

Ao falar das finanças estaduais, Cadu reconheceu que a situação fiscal ainda é difícil. Dados do Tesouro Nacional indicam que a despesa de pessoal do Executivo potiguar alcançou 56,12% da Receita Corrente Líquida ajustada no primeiro quadrimestre de 2026, acima do teto de 49% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ele disse que cumprirá a norma estadual que limita o crescimento da folha a 80% do aumento da Receita Corrente Líquida (Lei Complementar Estadual nº 777/2025) e estimou voltar aos limites prudenciais em até dois anos, abrindo margem para investir. O candidato afastou a possibilidade de elevar impostos e justificou que o reajuste do ICMS defendido quando chefiou a Fazenda decorreu das perdas de arrecadação de 2022, prevendo que o reforço das receitas virá do crescimento da economia.

Educação e serviços

Na área de educação, Cadu prometeu ampliar a oferta de tempo integral para toda a rede estadual, melhorar a infraestrutura e a conectividade das escolas e complementar o programa federal Pé-de-Meia com R$ 50 por mês pagos pelo Estado a cada aluno contemplado, com custo anual estimado em R$ 48 milhões. Ele relacionou a iniciativa à permanência dos estudantes na escola e fixou como objetivo colocar o RN, até 2030, entre os dez melhores desempenhos no Ideb. Conforme o Inep, o indicador do ensino médio da rede pública estadual subiu de 3,2, em 2023, para 3,9, em 2025.

O candidato também afirmou que pretende manter a política de valorização dos servidores e conduzir a gestão a partir das demandas dos usuários dos serviços públicos, citando a fila de cirurgias e as condições das escolas.

Relações políticas e identidade

Cadu elogiou a governadora Fátima Bezerra e disse ter orgulho de ter participado de sua equipe, destacando a honestidade como princípio. Ao comentar a atuação de órgãos de controle, afirmou:

“Você pode não concordar com Fátima, mas você nunca viu Fátima com a Polícia Federal batendo na porta da casa dela por suspeita de desvios de recursos públicos. Nunca viu a Polícia Federal batendo na minha casa”

No cenário nacional, reafirmou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse que atuará de forma institucional caso Flávio Bolsonaro (PL) vença, lembrando experiências de convivência entre governos de campos políticos distintos.

Cadu disputa o segundo turno ao governo do RN contra Allyson (União). Ele foi secretário da Fazenda do Estado por sete anos e três meses.

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