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Após anos de embates, Fábio Dantas adere à campanha de Cadu no RN

Ex-vice de Robinson Faria anuncia apoio em São José de Mipibu e leva grupo que esteve com Álvaro Dias no 1º turno

Por Redação Os Três Poderes ·

Cadu de Lula fala ao microfone em evento com apoiadores
Cadu de Lula fala ao microfone em evento com apoiadores

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu de Lula recebeu, na quarta-feira (14), o apoio do ex-vice-governador Fábio Dantas durante um ato em São José de Mipibu, que contou com a participação do prefeito Zé Figueiredo e do vice-prefeito Bruno Dantas. No primeiro turno, o grupo político de Fábio estava ao lado de Álvaro Dias (PL) e, após a saída do ex-prefeito de Natal da disputa, migrou para Cadu na disputa contra Allyson Bezerra (União) do dia 25 de outubro.

Contexto e trajetória

Fábio Dantas exerceu a vice-governadoria entre 2015 e 2018, durante a gestão de Robinson Faria. A interlocução com o PT teve início em 2014, quando Robinson e Fábio foram eleitos e o partido compôs o começo da administração estadual. O afastamento veio em abril de 2016, no período do impeachment de Dilma Rousseff, quando o PT deixou os cargos no governo do Estado.

Pacote fiscal e reações

Em março de 2017, ocupando interinamente o comando do Executivo, Fábio enviou à Assembleia Legislativa um conjunto de medidas econômicas e fiscais que incluía aumentar a contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%, impor um teto de despesas por 20 anos e alterar regras de gratificações e de reajustes para comissionados. O então deputado Fernando Mineiro (PT) se posicionou contra, afirmando que não havia cálculo atuarial que sustentasse o reajuste, e promoveu debates sobre os impactos no funcionalismo. Entidades sindicais ligadas ao PT pressionaram pela retirada do projeto e passaram a chamar o pacote de “pacote de maldades”.

Naquele momento, Fátima Bezerra levou as críticas ao Senado, condenando os atrasos salariais e as medidas fiscais e classificando a situação como reveladora da “falência de uma gestão”.

Embates em 2022

Durante a eleição de 2022, dirigentes e militantes petistas associaram a candidatura de Fábio às folhas salariais deixadas em atraso no governo Robinson. Fábio tentou se descolar desse período, argumentando ter tido pouca influência como vice e dizendo que “vice não manda em canto nenhum”. Ele também chamou Fátima de “incompetente” ao criticar a demora na quitação dos salários herdados.

O ato e os compromissos

De acordo com a organização do ato, além de Fábio e das autoridades municipais, estiveram presentes 10 vereadores, entre eles a presidente da Câmara, Verônica Senra, além de 22 ex-vereadores, 19 suplentes e representantes de 12 municípios do Agreste.

Ao selar a aliança, Cadu apresentou o gesto como um compromisso político e administrativo com o município e ressaltou sua trajetória no serviço público.

“Eu chego aqui com compromisso com o Rio Grande do Norte, com a minha honestidade e com o meu trabalho pelo povo”
e
“De Cadu, a única coisa que você pode não esperar é que haja traição desse compromisso que a gente está selando aqui”
, declarou. Ele também reafirmou sua ligação com Lula e mencionou demandas de saúde, educação e segurança.

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