Alcolumbre diz contar com 48 votos para seguir na presidência do Senado em 2027
Presidente do Senado calcula maioria em votação secreta e indica que não pautará pedidos de impeachment contra ministros do STF
Por Redação Os Três Poderes ·

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou a interlocutores que calcula ter ao menos 48 votos para tentar permanecer no comando da Casa na eleição prevista para 1º de fevereiro de 2027. Ele também indicou que não pretende levar a plenário pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal.
Como fica a correlação de forças
Segundo dados do Senado, a composição prevista para 2027 terá o PL como maior bancada, com 29 das 81 cadeiras. O PT deve contar com dez senadores; o MDB, oito; o PP, seis; e União Brasil e Republicanos, cinco cada.
Mesmo como maior bancada, o PL não garante sozinho o controle da Presidência. Para eleger um nome sem alianças, a legenda precisaria somar pelo menos 12 votos fora de seus quadros para atingir a maioria absoluta.
Interesse potiguar e disputa interna
O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, é citado entre os interessados na sucessão. Ele tem defendido mudanças na relação entre o Senado e o STF e colocado uma reforma do Judiciário entre as prioridades em eventual gestão. Sua candidatura depende de articulação mais ampla e a escolha é por voto secreto, o que permite mudanças até o momento da eleição.
Pedidos de impeachment no STF
Além de projetar maioria para a reeleição, Alcolumbre sinalizou a interlocutores que não pretende admitir pedidos de impeachment contra ministros do STF, com menção a Alexandre de Moraes. Pela Constituição, o Senado julga ministros por crimes de responsabilidade, mas a tramitação só começa se a Presidência da Casa admitir o pedido. O PL defendeu durante a campanha alterações para tornar automática a abertura quando houvesse apoio de 49 senadores, algo que hoje não está previsto.
Calendário e regras
A eleição para a Presidência do Senado está marcada para 1º de fevereiro de 2027, com votação secreta e exigência de maioria absoluta (41 votos) no primeiro escrutínio. Se ninguém alcançar esse patamar, ocorre nova votação entre os dois mais votados.
Alcolumbre voltou a presidir o Senado em fevereiro de 2025, quando foi eleito com 73 votos. Antes, comandou a Casa entre 2019 e 2021.
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