STF informa que não há mandado de busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro
Supremo diz em nota que não existe decisão judicial nem diligência policial voltada ao senador ou aos seus endereços
Por Redação Os Três Poderes ·
O Supremo Tribunal Federal (STF) informou nesta quarta-feira que não existe mandado de busca e apreensão direcionado ao senador Flávio Bolsonaro ou a seus endereços. Em nota, o tribunal afirmou: "Não há nenhuma decisão judicial nesse sentido, tampouco realização de diligência policial ou de busca e apreensão".
Contexto
A informação do STF foi divulgada depois de apurações que indicaram, mais cedo, que a mansão do senador em Brasília seria alvo de uma ordem de busca e apreensão. A nota do tribunal nega a existência de qualquer decisão ou diligência nesse sentido.
Na terça-feira, o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do parlamentar. Em seguida, Flávio Bolsonaro deixou o país — a saída ocorreu na terça e, segundo dados de monitoramento aéreo citados na apuração, o voo do senador seguiu da Argentina com escala no Equador e destino a Miami, nos Estados Unidos, onde estava previsto chegar pela manhã desta quarta.
O governo dos Estados Unidos informou que emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá a entrada deles no país. Nas últimas horas, o presidente Donald Trump voltou a afirmar, sem apresentação de provas, haver fraude na eleição brasileira e disse que aprovava a ida do senador aos EUA.
Investigações em curso
Flávio Bolsonaro é alvo de investigações que tramitam no STF. Uma apuração, sob relatoria do ministro André Mendonça, investiga possíveis irregularidades no financiamento do filme "Dark Horse", sobre a trajetória de Jair Bolsonaro, com apuração de repasses relacionados ao ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Outra investigação, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, apura hipótese de lavagem de dinheiro em negócios vinculados a Willer Tomaz. Relatório da Polícia Federal citado na apuração mostrou quebra de sigilo telemático do advogado Willer Tomaz e apontou e-mails que indicariam, entre outros elementos, que o senador teria sido cadastrado como "usuário master" de uma conta bancária da empresa Alcazar Holdings, ligada a Tomaz.
As investigações e as decisões sobre medidas cautelares continuam sob a responsabilidade dos ministros do STF que são relatores dos casos.
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