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STF autoriza buscas em endereço ligado a Flávio Bolsonaro durante investigação sobre lavagem de dinheiro

Mandado, com aval da PGR, mira documentos e aparelhos eletrônicos; senador deixou o país após determinação de entrega de passaportes

Por Redação Os Três Poderes ·

STF autoriza buscas em endereço ligado a Flávio Bolsonaro durante investigação sobre lavagem de dinheiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um endereço ligado ao senador Flávio Bolsonaro, no âmbito de um inquérito que investiga possível lavagem de dinheiro. A investigação tramita sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes e a operação contou com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR) e execução da Polícia Federal (PF).

Segundo os investigadores, o imóvel alvo das buscas seria a mansão do parlamentar em Brasília. O objetivo dos agentes é apreender documentos e equipamentos eletrônicos que possam auxiliar na apuração sobre operações financeiras envolvendo casas de apostas.

A ação ocorreu um dia após a divulgação de que o senador deixou o país depois que o ministro Alexandre de Moraes determinou a entrega dos seus passaportes. Autoridades de fiscalização aérea indicaram o trajeto do voo que deixou a Argentina com destino aos Estados Unidos, com escala no Equador.

Entrada nos EUA e apoio consular

O governo dos Estados Unidos informou que emitirá vistos para o senador e sua família e permitirá sua entrada no país. Nas redes e em declarações públicas, o presidente dos EUA expressou apoio à ida do parlamentar.

Contexto das investigações

Flávio Bolsonaro é alvo de várias apurações que tramitam no STF. Uma delas, sob relatoria de Alexandre de Moraes, investiga suposta lavagem de dinheiro envolvendo operações ligadas a Willer Tomaz, advogado e amigo do senador. A Polícia Federal obteve e-mails e quebras de sigilo que, conforme o relatório, indicam que o senador teria sido cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária vinculada a empresas associadas a Tomaz.

Outra investigação, sob relatoria do ministro André Mendonça, examina repasses feitos à produção do filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Essas apurações correm no STF e envolvem análise de documentos e movimentações financeiras para verificar eventual prática de crimes.

Implicações para a apuração

Ao autorizar as buscas, o relator do inquérito no STF e a PGR reforçaram a estratégia de coleta de provas por meio de apreensão de materiais que possam esclarecer a participação de envolvidos e a existência de fluxos financeiros suspeitos. A Polícia Federal ficará responsável por analisar os itens recolhidos e inserir as informações no procedimento investigatório.

Não há na decisão do STF indicação de condenação; os procedimentos seguem a fase de investigação e eventuais medidas processuais futuras dependerão das conclusões da apuração.

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