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PGR pede que Fachin homologue com urgência delação de ex-executivo da Reag

Documento foi enviado ao STF na segunda (25); colaboração de João Carlos Mansur envolve cerca de R$ 20 bilhões e uso de fundos para lavagem de dinheiro

Por Redação Os Três Poderes ·

PGR pede que Fachin homologue com urgência delação de ex-executivo da Reag

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que analise com urgência a homologação do acordo de colaboração de João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da administradora de fundos Reag. Segundo a PGR, o documento foi enviado ao STF na segunda-feira (25).

De acordo com a PGR, o acordo de colaboração, encaminhado ao STF em setembro, prevê que Mansur indique caminhos para localizar cerca de R$ 20 bilhões atribuídos ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso desde março deste ano, e detalhe como fundos de investimento teriam sido utilizados para lavagem de dinheiro.

Por que a urgência

Segundo a PGR, o pedido foi feito para evitar o chamado perecimento de ativos — a perda ou desvalorização de recursos financeiros — que podem ser direcionados à reparação de prejuízos decorrentes dos crimes investigados.

Como funciona a homologação

Um acordo de delação premiada só passa a valer após homologação judicial. Nessa etapa, o ministro responsável verifica requisitos formais, como a voluntariedade do colaborador e a legalidade dos benefícios pactuados.

Contexto do caso

As investigações relativas ao Banco Master no STF tiveram mudança de relatoria em setembro, quando passaram à análise do presidente Edson Fachin; antes, estavam sob o ministro André Mendonça.

A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra João Carlos Mansur em janeiro, na segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fatos relacionados ao Banco Master.

O pedido da PGR para análise urgente da homologação está sob apreciação do gabinete da Presidência do STF.

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