Jornalismo · InstituiçõesOS TRÊS PODERES
Notícias de hoje

Publicidade

Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Tesouro defende discutir tributação de isentos e nega medida pronta

Daniel Leal afirma que debate deve ocorrer e descarta medida de IOF neste momento

Por Redação Os Três Poderes ·

Tesouro defende discutir tributação de isentos e nega medida pronta

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou nesta quinta-feira (29) que a discussão sobre a tributação de títulos hoje isentos deve ocorrer em algum momento, mas negou a existência de medida pronta no governo e rechaçou a aplicação de IOF sobre esses papéis neste momento.

O que foi dito

Ao comentar informações veiculadas na imprensa sobre eventual cobrança de IOF, Leal sustentou que não há proposta específica em preparação e defendeu um debate cuidadoso, com transição, para evitar distorções no mercado.

“Essa discussão deve ser feita em algum momento.”
“A matéria traz informação de que a Fazenda discute tributar os isentos com IOF. Isso não é verdade.”
“Não tem medida específica pronta para ser endereçada em relação a isso.”

Segundo o secretário, a pauta é recorrente em discussões técnicas, mas não há decisão tomada nem encaminhamento imediato.

Contexto e possíveis efeitos

LCI e LCA, entre outros títulos com isenção fiscal, são instrumentos usados na captação de recursos por instituições financeiras e atraem investidores pessoa física pela isenção tributária. Uma mudança de regra pode reduzir a atratividade desses produtos e afetar o custo de captação dos bancos, o que demanda transição para evitar o que Leal chamou de “impacto perverso”.

Para o investidor, eventual tributação reduziria o rendimento líquido e poderia levar à migração para outros ativos. Para o sistema financeiro, mudanças sem calibragem adequada podem aumentar a volatilidade e encarecer o crédito.

Possível impacto no RN

Investidores do Rio Grande do Norte que aplicam em títulos isentos poderiam sentir efeito direto no retorno líquido em caso de mudança tributária. Bancos com atuação regional também poderiam ter ajustes no custo de captação, com reflexos sobre as condições de crédito.

Comentários (0)

Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.

Deixe seu comentário

Os comentários passam por moderação antes de serem publicados.
Aparece publicamente com o comentário.
Nunca é exibido.
0 de 1.500 caracteres

Leia também