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Lucro da Vale cai 53% no 3º tri e fica em US$ 1,255 bi

Empresa atribui recuo a preços menores do minério de ferro e a custos mais altos; receita líquida avança 2% com metais básicos

Por Redação Os Três Poderes ·

A mineradora produziu 83,6 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2024
A mineradora produziu 83,6 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 3,7% em relação ao mesmo período de 2024

A Vale informou ter registrado lucro líquido de US$ 1,255 bilhão no 3º trimestre de 2026, queda de 53% ante igual período de 2025. A receita líquida somou US$ 10,599 bilhões, alta de 2% na comparação anual.

Segundo a companhia, o resultado foi pressionado por preços menores do minério de ferro e por custos operacionais mais altos, em razão da valorização do real e do aumento do frete marítimo. Por outro lado, o desempenho de metais básicos ajudou a sustentar a receita.

Desempenho por segmento

No minério de ferro, o preço médio realizado caiu 10% no ano, para US$ 85,1 por tonelada. As vendas ficaram estáveis em 86,3 milhões de toneladas, com escoamento de estoques compensando a menor produção no Sistema Norte, de acordo com a Vale.

Em metais ligados à transição energética, o preço do cobre avançou 56% ano a ano, para US$ 15.314 por tonelada, elevando o Ebitda do segmento em 66%. As vendas de níquel cresceram 16,1%, alcançando 49,8 mil toneladas.

Caixa, dívida e metas

A empresa reportou geração de fluxo de caixa livre total de US$ 2,23 bilhões no trimestre e redução da dívida líquida expandida para US$ 16,413 bilhões.

A administração reafirmou todas as metas de produção para 2026 e projeta encerrar o ano na metade superior das faixas para cobre e níquel.

Agenda socioambiental

Conforme a Vale, 84% dos compromissos do acordo de Brumadinho foram concluídos. A companhia retirou o nível de emergência da barragem B7A, em Minas Gerais, após finalizar as obras de descaracterização.

O que pode mudar para o RN

Oscilações nos preços internacionais do minério e nos custos logísticos tendem a repercutir nas exportações brasileiras e em setores de transporte e infraestrutura. No Rio Grande do Norte, os efeitos são indiretos e podem aparecer na dinâmica portuária e nos custos de frete e insumos, a depender das cadeias produtivas e de contratos regionais.

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