Fazenda quer enviar nesta semana projeto do imposto seletivo ao Congresso
Ministro Dario Durigan afirma que proposta do tributo, previsto para 2027, deve chegar ao Legislativo nos próximos dias
Por Redação Os Três Poderes ·

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (27) que a proposta de regulamentação do imposto seletivo será enviada ao Congresso Nacional ainda nesta semana.
O que está no imposto
Segundo o Ministério da Fazenda, o imposto seletivo foi instituído na reforma tributária sobre o consumo e começa a valer em 2027. O objetivo é desestimular produtos e atividades associados a danos à saúde ou ao meio ambiente. A lista em discussão inclui bebidas alcoólicas, refrigerantes, cigarros, alguns veículos conforme o nível de poluição, a extração de bens minerais, além de loterias, apostas e jogos de fantasy sports.
Arrecadação e transição
Em junho, o Ministério da Fazenda informou que, numa fase inicial, a intenção é preservar a carga tributária total, com uma transição acompanhada de diálogo com os setores afetados. De acordo com a proposta orçamentária de 2027, a estimativa é arrecadar R$ 41,9 bilhões com o imposto no primeiro ano de vigência. O governo também afirma que, em conjunto com a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), busca estabilidade da arrecadação em relação ao PIB.
Custos para saúde pública
Levantamento da Fiocruz, citado pelo Ministério da Saúde, aponta que, em 2019, o consumo de álcool gerou custo de R$ 18,8 bilhões, considerando despesas diretas e perda de produtividade. Ainda segundo o Ministério da Saúde, doenças relacionadas ao tabagismo acarretam um custo indireto anual de R$ 86,3 bilhões, somando R$ 153,5 bilhões em gastos totais estimados. Para bebidas ultraprocessadas, como refrigerantes e isotônicos, o governo calculou impacto próximo de R$ 3 bilhões por ano no SUS.
Reação de setores
Produtores nacionais avaliam que itens como bebidas alcoólicas já enfrentam tributação elevada e afirmam que um aumento pode pressionar margens, levar a repasse de preços ao consumidor e estimular o mercado ilegal.
O que muda para o RN
Com a regulamentação, produtos comercializados no Rio Grande do Norte — como bebidas, cigarros e apostas — também ficariam sujeitos às regras do imposto seletivo. Segundo a diretriz do Ministério da Fazenda, a transição busca evitar aumento imediato da carga total, mas setores de comércio e indústria no estado podem sentir ajustes de preços conforme a regulamentação e a implementação do tributo em 2027.
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