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Ex-diretor do BC vê risco maior de recessão em 2027 sem ajuste fiscal

Para Alexandre Schwartsman, cortes de gastos e reformas poderiam reduzir juros e sustentar o crescimento

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto de Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central
Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, em foto de arquivo

O economista Alexandre Schwartsman, ex-diretor do Banco Central, afirmou que o risco de o Brasil entrar em recessão em 2027 “aumenta muito” se o governo não promover um ajuste fiscal com corte de gastos e reformas. Segundo ele, caso o ajuste ocorra, os juros poderiam cair a um patamar mais baixo, favorecendo o crescimento do Produto Interno Bruto.

O que ele propõe

Na avaliação de Schwartsman, o conjunto de medidas necessárias inclui alterar as regras de aumentos reais do salário mínimo, unificar programas sociais e realizar uma nova reforma da Previdência com redução de despesas.

Comparações e críticas

O economista disse temer um cenário semelhante ao observado no segundo mandato de Dilma Rousseff, lembrando que em 2015 houve queda de 3,5% do PIB. Ele também criticou declaração do presidente eleito em setembro de 2026 que classificou a busca por superávit primário como “uma babaquice”.

“A minha dúvida é se a paralisia no campo fiscal pode levar a um resultado similar àquele que foi observado no 2º mandato da Dilma Rousseff.”
“Todo mundo sabe o que tem que fazer. Mas o que ele vai fazer? Nada.”

Possíveis efeitos para o RN

Recessões nacionais costumam afetar estados como o Rio Grande do Norte por meio de queda no consumo, aumento do desemprego e menor arrecadação, o que reduz espaço para investimentos públicos. Um cenário de juros mais baixos, por sua vez, tende a facilitar o crédito e apoiar a atividade econômica regional.

Quem é

Alexandre Schwartsman foi diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central de 2003 a 2006, no primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.

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