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Dólar salta 9,20% e tem 3ª maior alta diária desde o Plano Real

Ptax fecha a R$ 5,40 após o resultado eleitoral; dados do Banco Central

Por Redação Os Três Poderes ·

Foto: Banco Central do Brasil
Banco Central do Brasil Foto: Governo do Brasil/Banco Central do Brasil/Gerência de Meio Circulante/Wikimedia Commons (Public domain)

O dólar de referência (Ptax) avançou 9,20% nesta segunda-feira (26.out.2026) e encerrou a R$ 5,40, segundo o Banco Central. Foi a 3ª maior alta diária desde o início do Plano Real, em 1994. No mercado, o movimento foi associado ao resultado da eleição presidencial, que confirmou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Parte dos investidores contava com outro desfecho da disputa e reprecificou ativos domésticos após o anúncio do resultado. O senador Flávio Bolsonaro (PL) era percebido por participantes do mercado como mais propenso a promover ajuste fiscal e conter o avanço das despesas públicas, avaliação que influenciou apostas antes do pleito.

O que é a Ptax

A Ptax é uma taxa de câmbio calculada diariamente pelo Banco Central a partir de cotações no mercado e serve de referência para diversas operações financeiras. Movimentos bruscos refletem mudanças de expectativas e realocações de carteira em momentos de maior incerteza.

Contexto histórico

A maior alta diária da série ocorreu em 15.jan.1999, quando o dólar subiu 11,10%, no auge da crise cambial que levou ao abandono do regime de bandas e à adoção do câmbio flutuante. Naquele mês houve outros saltos relevantes, como 8,91% (13.jan), 6,61% (26.jan) e 5,51% (21.jan).

Em 2008, a crise financeira internacional provocou novas pressões: em 8.out, a Ptax avançou 9,33%, após a quebra do banco Lehman Brothers. Também houve altas de 7,79% (22.out), 5,98% (6.out) e 5,41% (29.set).

Outro episódio de forte volatilidade foi em 18.mai.2017, quando o dólar subiu 8,79% após a divulgação de uma gravação envolvendo o empresário Joesley Batista e o então presidente Michel Temer (MDB), o que aumentou a incerteza política.

Impacto e próximos passos

Oscilações desse porte tendem a elevar a volatilidade no curto prazo. Dólar mais alto encarece importados e viagens ao exterior e pode pressionar preços de insumos para empresas; por outro lado, melhora a receita em reais de exportadores e do turismo receptivo. O comportamento do câmbio nos próximos dias dependerá dos sinais sobre política econômica e do humor dos investidores.

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