Dólar fecha a R$ 4,993; Ibovespa sobe e petróleo salta
Movimento ocorre no último pregão antes do 2º turno; moeda cai 0,92% no dia e 1,58% na semana; Brent avança 3,13% com tensão no Oriente Médio
Por Redação Os Três Poderes ·

O dólar comercial fechou a R$ 4,993 nesta sexta-feira (23), abaixo de R$ 5, com recuo de 0,92% no dia e de 1,58% na semana. O Ibovespa avançou 0,47%, aos 205.082,56 pontos, em sessão que antecedeu o segundo turno das eleições presidenciais, segundo dados de mercado e da B3.
Câmbio e bolsa
A moeda atingiu a mínima de R$ 4,989 na reta final do pregão e terminou no menor nível desde 9 de outubro (R$ 4,985). Mesmo com o dólar em alta no exterior, o real teve o melhor desempenho entre principais divisas, enquanto, por volta das 17h, o índice DXY subia 0,19%, a 101,799 pontos.
Na bolsa, o volume financeiro somou R$ 30,7 bilhões. Apesar da alta no dia, o Ibovespa acumulou queda de 0,17% na semana, mas avança 10,06% em outubro e 27,28% em 2026, de acordo com a B3. Ações de petroleiras e mineradoras subiram acompanhando as commodities.
Petróleo
Os contratos futuros de petróleo fecharam em forte alta com o aumento das tensões no Oriente Médio. O Brent para dezembro avançou 3,13%, a US$ 116,72 por barril, e o WTI subiu 3,82%, a US$ 103,27. Na semana, os contratos para dezembro ganharam 6,24% (Brent) e 4,29% (WTI), conforme cotações internacionais.
O movimento foi sustentado por temores de novos confrontos na região e de eventuais interrupções no fornecimento global. Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo para ajudar a estabilizar o abastecimento diante de perdas de estoques e possíveis interrupções no mercado.
Contexto
O pregão ocorreu na véspera do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), que tem na disputa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em momentos de maior incerteza, ajustam-se posições no mercado doméstico, o que influencia câmbio, bolsa e juros.
O que pode impactar o RN
Variações do dólar e do petróleo afetam custos de importação e preços de combustíveis no Brasil, com reflexos na inflação e nas despesas de transporte. Mudanças nesses preços tendem a repercutir na atividade econômica e na arrecadação em todo o país, inclusive no Rio Grande do Norte.
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