Coordenador econômico de Flávio propôs enxugar crédito dos bancos públicos
Livro de 2024 assinado com Paulo Guedes menciona linhas voltadas à habitação
Por Redação Os Três Poderes ·

O economista Adolfo Sachsida, que integra a coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), defende que o crédito ofertado por bancos públicos seja reduzido, inclusive em linhas que alcançam programas como o Minha Casa, Minha Vida. A posição está registrada em um livro lançado em 2024, escrito em coautoria com o ex-ministro Paulo Guedes.
O que está proposto
Conforme descrito na obra, a proposta é diminuir a participação de instituições financeiras estatais na concessão de crédito atualmente utilizada em políticas habitacionais. A orientação sugerida altera o arranjo de financiamento feito por bancos públicos e pode afetar linhas destinadas à moradia.
Contexto
Historicamente, bancos públicos têm papel relevante no crédito direcionado, oferecendo condições específicas a áreas como habitação e infraestrutura. Mudanças no tamanho ou no desenho dessas operações costumam influenciar a configuração de programas sociais e a disponibilidade de financiamento.
Possíveis impactos para estados e municípios
Uma eventual diminuição do crédito público pode reduzir a oferta de financiamento a famílias de baixa renda e exigir replanejamento de obras e parcerias entre construtoras e prefeituras. No Rio Grande do Norte, alterações desse tipo poderiam levar à revisão de estratégias locais de atendimento habitacional.
Debate e próximos passos
Por constar em um livro, a posição compõe o debate sobre diretrizes econômicas, sem equivaler a decisão de governo. Qualquer mudança efetiva dependeria de medidas regulatórias e legais, além da estratégia que vier a ser adotada pela administração federal em exercício.
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