SP investiga repasse indevido de dados de óbitos a funerárias na capital
Segunda fase da Operação Luctus cumpre 21 mandados e mira servidor, policial e empresários, segundo SSP-SP
Por Redação Os Três Poderes ·

A Corregedoria-Geral da Polícia Civil, a Prefeitura de São Paulo e a Controladoria-Geral do Município deflagraram na quinta-feira (29) a segunda fase da Operação Luctus para apurar o repasse indevido de registros de óbitos a empresas do setor funerário na capital, informou a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP).
De acordo com a SSP-SP, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em 21 endereços. Entre os alvos estão um policial civil, um servidor da prefeitura e empresários do ramo. O grupo é investigado por crimes contra a administração pública, corrupção, acesso indevido a informações sigilosas, lavagem de capitais e delitos correlatos.
Apurações e objetivos
Segundo a SSP-SP, além de buscar a responsabilização penal de envolvidos, a nova fase da operação pretende identificar vulnerabilidades do sistema e aperfeiçoar mecanismos de controle interno, governança e integridade.
Empresa citada e posicionamento
Uma das empresas mencionadas nas investigações é a concessionária Velar SP, que administra seis dos 22 cemitérios da capital, entre eles Vila Alpina, Itaquera e Freguesia do Ó. A empresa afirmou ter tomado conhecimento da operação pela imprensa e disse não ter tido acesso aos autos nem à decisão judicial que embasou as diligências, declarando-se à disposição das autoridades.
"A Velar reafirma seu compromisso com a lisura de sua atuação e com o respeito às famílias atendidas, repudia quaisquer práticas ilícitas e esclarece que já havia se colocado à disposição das autoridades para colaborar no esclarecimento dos fatos e de eventuais ilicitudes praticadas por quem quer que seja"
Contexto
O caso envolve o uso indevido de informações sensíveis e a necessidade de reforço nos controles de acesso aos sistemas públicos. As autoridades destacam que o diagnóstico de falhas e o aprimoramento das rotinas de governança fazem parte das medidas previstas nesta etapa das investigações.
As apurações seguem em curso, com novas diligências voltadas a esclarecer a participação de pessoas e empresas e a propor ajustes nos procedimentos de acesso e gestão de dados de óbitos.
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