Michelle Bolsonaro atua como porta-voz do marido e pede 'união' após derrota de Flávio
Em post nas redes, a ex-primeira-dama defende evitar busca por responsáveis pela derrota do senador e afirma gratidão de Jair Bolsonaro
Por Redação Os Três Poderes ·

Em mensagem publicada nas redes sociais nesta sexta-feira (30), a senadora eleita Michelle Bolsonaro declarou-se porta-voz do marido, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e afirmou que o momento político pede "união e não de procurar culpados" após a derrota de seu hermano no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O conteúdo da publicação
No texto, Michelle afirma que Jair Bolsonaro é grato pelo empenho de militantes e aliados durante a campanha do senador Flávio Bolsonaro e lamenta a circulação de notícias falsas que, segundo ela, atribuem ao ex-presidente declarações e atitudes distintas das que ele realmente tem em relação a alguns nomes do partido. Entre os citados estão Damares, Tarcísio, Nikolas e o pastor Silas Malafaia.
"Ele sempre diz que é muito grato pelo empenho e sacrifício que –dentro das possibilidades– cada um fez em prol da campanha do Flávio"
Michelle também criticou, na publicação, relatos que promovem divisão interna e mencionou ataques direcionados a aliados, sem, no entanto, identificar responsáveis por esses episódios.
Reações e contexto
Após a derrota de Flávio Bolsonaro no segundo turno, houve debates públicos sobre as causas do resultado. O senador chegou a divulgar uma carta na qual, inicialmente, se autodeclarou "verdadeiro presidente eleito do Brasil" e depois passou a se referir a si mesmo como "líder do Brasil", afirmando que as eleições teriam sido "roubadas" por criminosos que teriam implementado uma tirania; essas posições constam na declaração divulgada por ele.
O Partido Liberal (PL) informou ter reconhecido oficialmente a vitória do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva, posição que contrasta com as declarações de Flávio.
Mandato e cenário político
Ao contrário do marido, Michelle Bolsonaro foi eleita senadora pelo Distrito Federal já no primeiro turno, com 938.496 votos (29%), segundo os resultados oficiais divulgados. Seu mandato se estende até 2034. A atuação pública como porta-voz do ex-presidente ocorre em um momento de reorganização política no partido e em meio a disputas internas sobre responsabilidades e estratégias para o futuro.
Especialistas em política costumam observar que declarações públicas de figuras próximas a ex-presidentes podem ter efeito conciliador ou, alternativamente, acirrar divergências internas, dependendo da receptividade dos diferentes grupos dentro das siglas e da militância.
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