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Reconhecimento facial será exigido para linhas de celular a partir de 2027

Agência fixa prazos até 2029 e prevê suspensão e cancelamento para quem não validar o cadastro

Por Redação Os Três Poderes ·

Anatel
Anatel

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quarta-feira (28.out.2026) uma norma que torna obrigatório o reconhecimento facial para cadastrar e manter linhas de celular no país, com implantação gradual a partir de 2027.

Segundo a Anatel, a validação incluirá prova de vida e a comparação da imagem do usuário com bases biométricas públicas ou privadas para confirmar a identidade do titular. O procedimento poderá ser feito nas lojas das operadoras ou de forma remota, pelos canais oficiais das prestadoras. A agência informou ainda que a norma prevê alternativas para quem não conseguir concluir a biometria.

Cronograma e efeitos para os usuários

De acordo com a Anatel, os prazos são os seguintes:

  • até 30 de setembro de 2027 para implantar o reconhecimento facial na ativação de novas linhas pré-pagas;
  • até 31 de dezembro de 2027 para linhas pós-pagas, portabilidade, troca de chip e alterações cadastrais ou contratuais;
  • até 31 de dezembro de 2028 para regularizar cadastros de linhas já existentes cujo titular ainda não tenha passado pela validação.

As operadoras deverão iniciar as notificações aos clientes pendentes em 1º de novembro de 2028. A partir de 1º de janeiro de 2029, quem não regularizar terá a linha suspensa por 120 dias, período no qual seguirá possível contatar a operadora e realizar chamadas para serviços públicos de emergência. Sem a validação nesse prazo, a linha será cancelada a partir de 1º de maio de 2029.

Contexto e impacto para o RN

A Anatel afirma que a medida busca reduzir fraudes e golpes associados a linhas cadastradas com dados falsos ou em nome de terceiros. No Rio Grande do Norte, inclusive em Natal, operadoras precisarão adaptar processos e sistemas de verificação facial, enquanto os usuários devem acompanhar as comunicações das empresas para evitar suspensão ou cancelamento por falta de validação.

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