Projeto no Senado criminaliza exposição degradante de imagens de mortos na internet
Proposta de Damares Alves prevê pena de 1 a 4 anos e tipifica a necrofilia
Por Redação Os Três Poderes ·
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) apresentou o PL 5.453/2026 para criminalizar a produção e a divulgação, em ambiente virtual, de imagens de pessoas mortas quando feitas de modo ultrajante ou degradante. A proposta prevê pena de um a quatro anos de prisão e também tipifica a necrofilia.
O que diz o projeto
De acordo com a proposição, a conduta punível abrange produzir ou divulgar fotografias, vídeos ou outros registros que exponham cadáveres de forma humilhante. O texto fixa pena de um a quatro anos de reclusão para esse tipo de publicação.
O projeto também tipifica a necrofilia, definida na justificativa como a prática de sexo com cadáveres ou restos mortais humanos.
Tramitação
Projetos de lei no Congresso passam por análise em comissões temáticas e podem ser votados em plenário. Nesse percurso, parlamentares podem apresentar emendas e pareceres, e o texto só se torna lei após aprovação nas Casas do Legislativo e sanção do Poder Executivo.
Debates possíveis
A proposta trata da proteção da dignidade póstuma e da responsabilização por publicações em ambiente virtual, o que tende a suscitar discussões sobre limites à liberdade de expressão e critérios para caracterizar conteúdos como ultrajantes ou degradantes.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.
Leia também
Brasil Comissão da Câmara aprova transparência sobre valor mínimo em apps de entrega
Substitutivo mantém possibilidade de valor mínimo, mas exige aviso claro ao consumidor antes da compra
Brasil MPT registra 530 denúncias em dois dias e passa a acionar políticos que orientaram demissões
Órgão diz que manifestações de parlamentares e influenciadores incentivaram retaliações; liminar já proibiu publicações de deputada no RJ
Malafaia apoia ida de Flávio Bolsonaro aos EUA e critica Moraes
Pastor diz que senador agiu corretamente ao sair do país; PF pediu apreensão do passaporte
