Prefeito de São Paulo evita avaliar saída de Flávio Bolsonaro e cobra cumprimento de promessas de Lula
Ricardo Nunes disse ser 'imprudente' comentar motivos da viagem do senador e destacou a necessidade de o governo cumprir medidas anunciadas em campanha
Por Redação Os Três Poderes ·

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), disse nesta quarta-feira (28) que seria "imprudente" comentar a viagem do senador Flávio Bolsonaro depois do resultado das eleições, pois desconhece os motivos que levaram à saída do país. Em entrevista a jornalistas, Nunes acrescentou que é muito prematuro avaliar se a saída do senador enfraquece a direita ou se ele poderá liderar a oposição.
O episódio e as justificativas
De acordo com a notícia pública, Flávio Bolsonaro, sua mulher e duas filhas adolescentes deixaram o Brasil na noite de terça-feira (27), com passagem pela Argentina e pelo Equador antes de seguir para os Estados Unidos. Em um comunicado divulgado na tarde de quarta, o senador declarou que deixou o país alegando perseguição do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A saída ocorreu logo depois de a Polícia Federal intimar o senador a entregar seus passaportes; o pedido da PF foi encaminhado ao ministro Moraes na sequência da confirmação do resultado eleitoral pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Posição de Nunes e exigências ao novo governo
Além de evitar avaliações sobre a viagem, o prefeito afirmou que o resultado eleitoral estabelece duas responsabilidades: a do presidente eleito, que terá de governar, e a da oposição, que deve fiscalizar o governo. Nunes também cobrou o cumprimento de promessas apresentadas durante a campanha do presidente eleito, citando medidas como oferta de ônibus gratuitos aos sábados e domingos, transferência de R$ 5.000 via Pix para estudantes, perdão de dívidas e a equiparação de regras previdenciárias para agentes comunitários de saúde.
O prefeito ressaltou que a cidade de São Paulo já oferece transporte gratuito aos domingos desde 2023 e que gostaria de ver a iniciativa ampliada nacionalmente. Sobre as demais propostas, disse esperar que elas sejam efetivadas pelo novo governo.
Contexto institucional
O caso envolve decisões e atos de instituições como a Polícia Federal, o Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal. Em geral, intimações da PF e medidas de apreensão de documentos são realizadas a partir de solicitações dirigidas a magistrados competentes; cabe ao Judiciário analisar e autorizar medidas contra autoridades, conforme apuração e decisões individuais.
Comentários (0)
Ainda não há comentários. Seja o primeiro a comentar.
Leia também
Brasil Câmara analisa política para incluir ciclovias em rodovias federais
Planejamento de estradas deverá avaliar ciclovias; execução segue facultativa e sem nova fonte de recursos
Brasil Governo avalia restringir crédito de empresas por assédio eleitoral
Ministro do Trabalho estuda lista de infratoras; MPT e TST dizem que punições serão aplicadas conforme a lei
Brasil Alckmin recebe ministros em jantar três dias após reeleição
Encontro será nesta quarta (28.out), às 19h30, em Brasília, em meio a articulações sobre a equipe de 2027
