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Planalto vê possível ida de Flávio aos EUA como tema da direita

Governo avalia que episódio não deve afetar relação com Washington; saída foi relatada por aliados e não teve confirmação oficial até então

Por Redação Os Três Poderes ·

Planalto vê possível ida de Flávio aos EUA como tema da direita

O governo federal avalia que a possível ida do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aos Estados Unidos tende a repercutir sobretudo entre seus eleitores e na direita, sem alterar a postura pragmática com Washington, segundo integrantes do Planalto. A saída do país foi relatada por aliados e, até então, não havia confirmação oficial sobre o deslocamento nem sobre o paradeiro do parlamentar.

Leitura do governo

De acordo com a avaliação interna, o episódio atinge mais o PL e o campo bolsonarista do que a agenda diplomática. Integrantes do governo consideram provável algum tipo de sinalização do Departamento de Estado dos EUA ao senador, ainda que sem desdobramentos institucionais relevantes.

Contexto: medidas judiciais e passaportes

Na 2ª feira (26.out), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o senador entregasse seus passaportes e proibiu sua saída do Brasil, decisão anunciada pelo próprio parlamentar.

Na 3ª feira (27.out), após o não cumprimento do prazo, a Polícia Federal cancelou os passaportes comum e diplomático. As apurações também verificavam a hipótese de que ele pudesse ter deixado o país via Argentina antes de seguir aos EUA, informação ventilada por aliados e sem confirmação formal.

Extradição e efeitos nas relações com os EUA

Segundo o governo, caso a Justiça brasileira apresente um pedido de extradição, o Executivo é obrigado a encaminhá-lo pelos canais diplomáticos. Até aquele momento, não havia solicitação porque o paradeiro do senador não era conhecido.

Ainda na leitura do Planalto, há tensões no cenário político em Washington entre atores considerados mais ideológicos e outros favoráveis a convergências com o Brasil. O governo também avalia que a presença de aliados da família Bolsonaro em território norte-americano tem contribuído para um ambiente mais difícil, sem, porém, impedir o diálogo.

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