Do primeiro revés ao 4º mandato: o desempenho de Lula nas urnas
Resultados oficiais mostram derrotas em 1989, 1994 e 1998 e vitórias em 2002, 2006, 2022 e 2026
Por Redação Os Três Poderes ·

Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito para o quarto mandato na Presidência ao vencer o segundo turno de 2026, segundo a Justiça Eleitoral. Esta foi a sétima vez que o petista disputou o cargo desde 1989.
Resultados por eleição
- 1989: Lula chegou ao segundo turno e perdeu para Fernando Collor. No 1º turno, teve 17,18% dos válidos; no 2º, 46,97%, contra 53,03% de Collor, conforme registros eleitorais.
- 1994: derrota no 1º turno para Fernando Henrique Cardoso, que somou 54,28% (34.350.217 votos). Lula obteve 27,04% (17.112.255 votos), de acordo com a apuração oficial.
- 1998: novo revés no 1º turno diante da reeleição de Fernando Henrique. O tucano fez 53,06% (35.936.382 votos), enquanto Lula registrou 31,71% (21.475.211 votos).
- 2002: primeira vitória. Lula teve 46,44% no 1º turno (39.455.233 votos) e venceu José Serra no 2º, com 61,27% (52.793.364), ante 38,73% (33.370.739), segundo a Justiça Eleitoral.
- 2006: reeleição. No 1º turno, 48,61% (46.662.365 votos); no 2º, 60,83% (58.295.042), contra 39,17% (37.543.178) de Geraldo Alckmin.
- 2022: retorno ao Planalto após 12 anos fora das disputas presidenciais. Lula fez 48,43% no 1º turno e venceu o 2º com 50,90% (57.259.504 votos), contra 49,10% (51.072.345) de Jair Bolsonaro.
- 2026: virada no 2º turno após terminar o 1º atrás de Flávio Bolsonaro. Lula marcou 45,16% no 1º turno e, na decisão, 51,79% (64.256.232 votos), ante 48,21% (59.826.041). Entre os turnos, ganhou cerca de 10,3 milhões de votos; o adversário, 3,7 milhões.
Contexto e impactos
A sequência de resultados resume a trajetória de Lula das derrotas iniciais às quatro vitórias, duas delas consecutivas nos anos 2000 e outras duas após seu retorno às urnas. O quadro reflete mudanças no ambiente político e na competição eleitoral ao longo de quase quatro décadas.
Para o Brasil e para o Rio Grande do Norte, a definição presidencial orienta prioridades de governo, interlocução com estados e municípios e a execução de programas e obras federais. A leitura da votação também baliza estratégias de partidos e lideranças locais em disputas futuras.
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