Embaixador de Cuba no Brasil diz que risco de invasão pelos EUA é real
Diplomata afirma que Havana se prepara para possível agressão e pede reação da comunidade internacional
Por Redação Os Três Poderes ·

O embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, afirmou em entrevista que o governo e o povo cubanos consideram real o risco de uma invasão militar pelos Estados Unidos e que a ilha está preparada para reagir caso isso ocorra.
O que o embaixador disse
Palomo declarou que Cuba não pode ignorar as pretensões dos Estados Unidos e que a população está sendo preparada para a possibilidade de uma ofensiva militar. Segundo o diplomata, "o povo cubano se prepara hoje para uma invasão real dos EUA" e a maioria da população defende a soberania nacional e lutará contra qualquer agressão.
O representante de Havana também convocou a comunidade e a imprensa internacionais a não aceitarem uma intervenção militar contra a ilha, argumentando que não é possível normalizar esse tipo de agressão.
Contexto das tensões
Desde o início do mandato de Donald Trump em 2025, a administração americana tem intensificado medidas de pressão sobre Cuba, aplicando novas sanções e restringindo o fornecimento de energia, segundo o embaixador. Declarações públicas do presidente norte-americano e de autoridades do Departamento de Estado, citadas pelo diplomata, contribuíram para elevar o tom das relações bilaterais.
Palomo classificou como "ridículas" as acusações de que Cuba representaria uma ameaça aos Estados Unidos e afirmou que um ataque americano contra a ilha seria desproporcional, citando a diferença de capacidade entre os dois países.
Possíveis impactos regionais
O embaixador alertou para consequências além de Cuba em caso de conflito, dizendo que uma guerra na ilha poderia afetar toda a região e mexer com as comunidades cubanas que vivem nos EUA. Em termos gerais, especialistas costumam apontar que um conflito desse tipo tende a provocar deslocamentos populacionais, pressões diplomáticas e repercussões econômicas para os países vizinhos.
Além das tensões militares, Palomo destacou efeitos econômicos já em curso decorrentes das sanções, como redução do turismo e saída de empresas, e defendeu que o bloqueio econômico impede o desenvolvimento da nação cubana.
Reações e medidas recentes
O texto da entrevista menciona que a Casa Branca classificou Cuba como "ameaça incomum e extraordinária" e que o secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, tem adotado postura de pressão contra o governo cubano. Também foram citadas sanções recentes a empresas com ligações tecnológicas à ilha e medidas judiciais contra ex-líderes cubanos.
O embaixador reafirmou que Cuba tem tradição de mobilização da população e preparação para a defesa nacional, e defendeu que os cubanos têm o direito de resolver seus problemas internamente, sem intervenção militar externa.
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