MPT pede R$ 50 milhões e remoção em 24 horas de postagens que incentivam demissões por voto
Ação civil pública foi ajuizada contra a Meta; órgão exige retirada imediata de conteúdo que orienta empregadores a vigiar ou demitir por orientação política
Por Redação Os Três Poderes ·

O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou nesta quinta-feira uma ação civil pública contra a Meta, empresa que administra plataformas como Instagram, Facebook e Threads, pedindo a retirada, em até 24 horas, de publicações que, segundo o órgão, incentivam empregadores a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir trabalhadores por suas escolhas políticas. O MPT também requer indenização de R$ 50 milhões.
O que o MPT alega
De acordo com o Ministério Público do Trabalho, as publicações alvo da ação promovem condutas discriminatórias no ambiente de trabalho ao orientar empregadores a agir contra empregados com base em orientação política. Na ação, o órgão busca tanto medidas de urgência para remoção do conteúdo quanto reparação por danos coletivos.
Como funciona uma ação civil pública
Uma ação civil pública é um instrumento judicial utilizado por órgãos como o MPT para defender interesses difusos ou coletivos — por exemplo, direitos dos trabalhadores ou do consumidor. Na prática, o pedido de retirada imediata de conteúdos representa uma tutela de urgência, que, se concedida pela Justiça do Trabalho, pode determinar a remoção antes do julgamento final da ação.
Possíveis efeitos para o Rio Grande do Norte
Embora a medida tenha caráter nacional, a decisão pode ter impacto direto para empregadores e trabalhadores no Rio Grande do Norte. Caso a Justiça autorize a remoção, postagens semelhantes divulgadas por usuários ou páginas voltadas ao público potiguar poderão ser retiradas das plataformas. Além disso, o pedido de indenização e eventual decisão favorável podem servir como precedente para ações semelhantes localmente.
Contexto da cobertura
Este pedido do MPT é um desdobramento de ações anteriores do órgão contra práticas que associam orientações políticas a decisões trabalhistas. A iniciativa busca coibir a utilização das redes sociais para estruturar ou incentivar discriminação no emprego.
Agora, caberá à Justiça do Trabalho avaliar os pedidos do Ministério Público do Trabalho, incluindo a urgência na retirada do conteúdo e a reparação por danos coletivos.
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