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Comissão da Câmara prioriza startups de inclusão, saúde e bioeconomia da Amazônia

Substitutivo troca incentivos fiscais por acesso preferencial a fomento e autoriza uso de sandbox regulatório

Por Redação Os Três Poderes ·

Comissão da Câmara prioriza startups de inclusão, saúde e bioeconomia da Amazônia
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A Comissão de Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou proposta que altera o Marco Legal das Startups (Lei Complementar 182/21) para dar prioridade a iniciativas de inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes, soluções de saúde pública e projetos de bioeconomia na Amazônia. O texto é do deputado Amom Mandel (Republicanos-AM) e foi aprovado na forma de substitutivo do relator, deputado Daniel Agrobom (PSD-GO).

O que muda

De acordo com a comissão, a proposta direciona o apoio do poder público a três frentes: tecnologias assistivas para pessoas com deficiência, com transtorno do espectro autista e outras condições neurodivergentes; ferramentas digitais para a gestão e o atendimento em saúde (como telemedicina e prontuário eletrônico); e iniciativas voltadas à conservação da biodiversidade e ao desenvolvimento sustentável na região amazônica.

O relator afirmou que a medida busca conciliar inclusão, eficiência e sustentabilidade.

"O incentivo ao desenvolvimento de tecnologias assistivas amplia a autonomia desse público e favorece sua participação plena na sociedade. Da mesma forma, a inovação em saúde pública e a valorização da bioeconomia amazônica alinham eficiência administrativa e desenvolvimento sustentável"

Fomento e regulação

O substitutivo afasta a concessão de incentivos fiscais diretos e a criação de linhas de crédito específicas. Em vez disso, determina tratamento prioritário para essas startups no acesso a instrumentos públicos de fomento à inovação, apoio técnico e programas de empreendedorismo.

O texto também autoriza a administração pública a instituir programas dentro de ambiente regulatório experimental, o chamado sandbox regulatório, para testar e validar soluções com maior agilidade. Além disso, foi suprimida a previsão de prazo fixo de 90 dias para regulamentação pelo Poder Executivo.

Próximos passos

Conforme a Câmara dos Deputados, a proposta ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e está sujeita à apreciação do Plenário. Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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