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Comboio de quatro veículos deixou casa de Flávio no Lago Sul na noite anterior à sua saída do país

Imagens mostram carros saindo em sequência; passaportes do senador foram retidos por decisão judicial antes da viagem

Por Redação Os Três Poderes ·

Comboio de quatro veículos deixou casa de Flávio no Lago Sul na noite anterior à sua saída do país

Um comboio de quatro carros pretos começou a deixar a residência do senador Flávio Bolsonaro, no Lago Sul (Brasília), a partir das 19h42 da segunda‑feira anterior à sua viagem ao exterior, mostram imagens divulgadas. Os veículos seguiram por rotas distintas, o que dificultou o acompanhamento de quem acompanhava a movimentação.

O que as imagens e as apurações mostram

As imagens registram o primeiro veículo saindo sem ocupantes visíveis no banco traseiro, seguido por outros três carros em sequência. A partir de determinada região da cidade os veículos se dividiram e seguiram por trajetos diferentes, segundo registros do deslocamento.

Na madrugada seguinte, o senador deixou o território nacional com destino aos Estados Unidos, onde, de acordo com as informações obtidas sobre a viagem, ele e sua família receberiam vistos do governo de Donald Trump.

Decisão judicial e investigação

O embarque ocorreu um dia após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que determinou a retenção dos passaportes comum e diplomático de Flávio no âmbito de investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. Como os documentos não foram entregues à Polícia Federal, os passaportes foram posteriormente cancelados, e a corporação passou a apurar os detalhes sobre a saída do país.

Em entrevista a jornalistas, o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL‑RN), afirmou que a direção do partido não foi previamente informada sobre uma eventual viagem e disse ter recebido uma mensagem do senador na manhã da partida na qual ele declarou que iria "dar um tempo".

Contexto e repercussão

A saída do país de um parlamentar sob restrição de deslocamento por decisão judicial levanta questões sobre o cumprimento de medidas cautelares e a atuação das autoridades responsáveis pela fiscalização de fronteiras. A Polícia Federal informou que investiga as circunstâncias da viagem e a eventual violação de medidas impostas pelo Supremo.

Para o cenário político, a movimentação também ocorre no rastro de uma disputa eleitoral nacional, aumentando a atenção sobre eventuais desdobramentos jurídicos e administrativos. Autoridades ainda não divulgaram esquema de fiscalização ou novas medidas em razão da partida.

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