Rogério Marinho diz não ter sido avisado da saída de Flávio do Brasil
Senador potiguar relata surpresa após reunião do PL em Brasília e critica decisão do STF que reteve passaportes
Por Redação Os Três Poderes ·

O senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou nesta terça-feira, em Brasília, que não foi avisado sobre a saída do país do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a informação surpreendeu a coordenação política ligada ao aliado.
De acordo com Marinho, houve uma reunião de emergência do PL para tratar do tema. Ele relatou ter recebido uma mensagem de Flávio pela manhã, na qual o senador disse que daria “um tempo” e conversaria mais tarde, sem detalhar destino ou motivos.
“Estamos surpresos porque conversamos ontem sobre a necessidade para que Flávio assumisse esse papel de liderança da oposição”.
O dirigente disse ainda que, ao chegar à sede da legenda, preferiu não comentar a viagem antes de ouvir o próprio Flávio. Marinho coordena a campanha presidencial do parlamentar fluminense e é líder da oposição no Senado.
Decisão do STF e reações
Conforme decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), os passaportes de Flávio foram retidos e ele está proibido de sair do Brasil. A ordem foi expedida em processo no qual o senador e o advogado Willer Tomaz são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro; ambos negam irregularidades.
Marinho criticou o momento da medida judicial, adotada após a divulgação do resultado da eleição presidencial. Em suas palavras, a decisão “me parece a preparação para uma coisa mais persecutória”.
Reunião do PL e informações sobre viagem
Segundo o partido, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, convocou a reunião que reuniu lideranças estaduais para discutir a posição da sigla diante das informações sobre a saída de Flávio. Ainda de acordo com o que foi informado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos comunicou que concederá vistos a Flávio e à família e permitirá a entrada deles no país.
O prazo definido na ordem judicial para apresentação dos passaportes à Polícia Federal ia até as 11h desta terça-feira.
Para o Rio Grande do Norte, o episódio envolve diretamente um representante do Estado no Senado. Marinho disse aguardar esclarecimentos do aliado antes de novos posicionamentos públicos.
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