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Eleições 2026: acompanhe ao vivo a apuração do 2º turno para presidente e governador do RN

Bloco de Netanyahu perde maioria no Knesset e partidários negociam coalizão

Apuração indica 53 cadeiras ao bloco do primeiro‑ministro; oposição e partidos árabes somam 67 assentos e começam conversas sobre alianças

Por Redação Os Três Poderes ·

Netanyahu
Netanyahu

O bloco do primeiro‑ministro Benjamin Netanyahu obteve 53 cadeiras no Knesset nas eleições cuja apuração foi encerrada na madrugada desta sexta‑feira, ficando aquém da maioria absoluta de 61 assentos necessária para formar governo, segundo a apuração dos votos.

Distribuição dos assentos e próximos passos

De acordo com a contagem, o grupo oposicionista alcançou 48 cadeiras, enquanto os partidos liderados por representantes árabes conquistaram 19 assentos — somando 67 e abrindo caminho para negociações que podem resultar em uma coalizão alternativa ao atual premiê. As legendas agora precisam costurar acordos para alcançar formalmente os 61 assentos exigidos.

Enquanto as conversas entre líderes políticos avançam, Netanyahu permanece como primeiro‑ministro interino. Os resultados ainda têm de ser certificados e apresentados ao presidente Isaac Herzog na próxima quarta‑feira, quando o chefe de Estado incumbirá um parlamentar de tentar formar o novo executivo.

Estratégias políticas e incertezas

Uma das principais questões é se a oposição aceitará formar um governo com o apoio dos partidos árabes, contrariando promessas de campanha, ou se buscará outra aliança que evite incluir essas siglas. O parlamentar centrista Yair Lapid pediu cautela e destacou que a fase seguinte será complicada.

“Agora vem a parte realmente difícil”, disse Yair Lapid em publicação na rede X, pedindo paciência aos eleitores.

O presidente Herzog afirmou que fará esforços para evitar uma nova eleição; caso as tentativas de composição fracassem, o país poderá convocar um novo pleito no início de 2027. O novo Knesset tem previsão de tomar posse em 10 de novembro.

Acusações e investigações sobre a votação

Horas antes da confirmação dos resultados, Netanyahu e seu partido, o Likud, fizeram alegações sem apresentação de provas de que partidos árabes teriam cometido irregularidades, possivelmente com interferência externa. O Qatar negou envolvimento e classificou as acusações como “ridículas e perigosas”.

O presidente do comitê eleitoral, ministro da Suprema Corte Noam Sohlberg, disse ter recebido informações sobre “suspeitas sérias” de interferência estrangeira e solicitou ao serviço de segurança interno, o Shin Bet, que investigue. O comitê eleitoral também advertiu que alegações de violações sistemáticas da integridade do processo são infundadas, e o Shin Bet afirmou que a investigação não visa lançar suspeitas sobre eleitores que votaram legalmente.

Centenas de manifestantes pediram, em atos nas ruas, que o líder do bloco oposicionista, o ex‑chefe militar Gadi Eisenkot, e outros se unam aos partidos árabes, segundo relatos da imprensa internacional.

Riscos para Netanyahu

Caso deixe o cargo, Netanyahu poderá enfrentar processos e investigações relacionados a acusações de corrupção em andamento, além de possível apuração sobre falhas de segurança que antecederam o ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, conforme apontado por relatos sobre os desdobramentos políticos.

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